Rumo a Marte: BTG entra no IPO da SpaceX e abre porta para investidores globais; veja os destaques do Giro do Mercado
O otimismo com o cessar-fogo do conflito no Oriente Médio durou pouco no mercado internacional, que volta a exigir prêmios de risco maiores nos ativos financeiros. Por aqui, o Ibovespa começou o dia elevando as máximas históricas. Mas o grande foco do noticiário é o maior IPO da história: o da SpaceX.
A empresa de Elon Musk prepara uma oferta que pode superar US$ 1 trilhão e BTG Pactual tornou-se um dos 21 bancos, e o único da América Latina, escolhidos para participar dessa abertura de capital.
No Giro do Mercado, a jornalista Paula Comassetto recebe Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, para comentar os destaques do dia.
“O BTG é o maior banco da América Latina, já participou de outros processos de IPO internacionais e tem relação com investidores do mundo inteiro. A partir desse relacionamento é possível acessas investidores institucionais e pessoas físicas que tenham interesse em aportar”, afirma o analista da Empiricus. “O histórico do banco nessas operações de investment banking contribuiu, pois por meio dele é possível acessar investidores que outras instituições não teriam capacidade”, completa.
Em relação às perspectivas para os brasileiros, Pacheco afirma que a entrada pode ser mais difícil “porque literalmente o mundo inteiro está no processo, mas ainda existe pelo menos uma pequena chance para os investidores brasileiros que querem tentar entrar nesse IPO”.
O que mexe com o mercado
Nos Estados Unidos, a ata do FOMC, referente à reunião de março, indicou cautela do Fed, que vê inflação persistente, alimentada por preços de energia, e um mercado de trabalho equilibrado, mas com sinais de perda de fôlego.
Para Pacheco, os dados já vieram desatualizados, pois a ata traz informações de um momento da guerra em que o mercado indicava expectativas de um conflito de menor duração.
Mais cedo, Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,4% em fevereiro. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou a uma taxa anualizada revisada para baixo de 0,5%.
Outro destaque do dia foi a queda do dólar, que chegava a R$ 5,07, a mínima em 2 anos.
“Desde o início do governo Trump, os movimentos do presidente geraram questionamentos sobre a institucionalidade americana, o que gerou desvalorização monetária. Nesse início de ano, os conflitos externos e internos do presidente também preocuparam os investidores”, apontou o especialista.
*Com supervisão de Juliana Américo