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BTG inicia cobertura para Tyson Foods e Pilgrim’s Pride; veja recomendação para os frigoríficos

16 mar 2026, 15:43 - atualizado em 16 mar 2026, 15:43
tyson foods pilgrim's pride
(iStock.com/RiverNorthPhotography)

O BTG Pactual iniciou a cobertura de duas das maiores empresas globais de proteína animal: Tyson Foods e Pilgrim’s Pride. O banco destacou que as companhias seguem estratégias diferentes para gerar valor em um setor altamente cíclico, mas enfrentam um cenário desafiador no curto prazo.

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A recomendação do banco é de venda (sell) para a Tyson, com preço-alvo de US$ 58 por ação até o fim de 2026, o que implica um potencial de queda de cerca de 5%. Já para a Pilgrim’s, a recomendação é neutra, com preço-alvo de US$ 40, indicando potencial de alta de aproximadamente 10,5%.

Segundo os analistas, o pano de fundo do setor de proteínas nos Estados Unidos aponta para pressões simultâneas em dois ciclos importantes: bovinos e frango.

No caso da carne bovina, o rebanho dos EUA está no menor nível em cerca de 70 anos, o que reduz a disponibilidade de animais para abate e pressiona a rentabilidade das processadoras de carne. A normalização desse ciclo deve ocorrer apenas de forma gradual, com melhora mais clara apenas perto de 2028.

Já no frango, o movimento é o oposto. Após um período prolongado de margens elevadas — impulsionadas pela recuperação lenta da oferta e por custos menores de grãos — a produtividade está aumentando e a produção começa a acelerar. Esse processo tende a comprimir rapidamente as margens do setor, segundo o relatório.

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Para o banco, a Tyson Foods costuma ser vista pelo mercado como uma forma mais defensiva de investir em proteínas, principalmente por conta do segmento de alimentos preparados e de seu portfólio diversificado de proteínas.

Os analistas reconhecem que o negócio de produtos processados pode trazer margens mais altas e menor volatilidade, mas ponderam que o mercado pode estar superestimando esse efeito, já que o desempenho do segmento continua fortemente ligado aos custos de commodities.

Com o ciclo do frango virando para baixo e a oferta de gado ainda apertada, o banco avalia que a ação negocia com múltiplos elevados para um momento de deterioração dos fundamentos, o que limita o potencial de valorização.

Já a Pilgrim’s Pride, controlada pela brasileira JBS, opera com um modelo mais concentrado em frango e focado em execução operacional. A empresa aposta em segmentação de portfólio, produtos preparados e diversificação geográfica para reduzir volatilidade.

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O relatório destaca que a companhia vem melhorando a rentabilidade de suas operações na Europa e criando nichos mais resilientes dentro do portfólio. Ainda assim, o negócio segue bastante exposto ao mercado norte-americano de frango, que continua sendo o principal motor de lucros.

Na avaliação do BTG, o valuation da Pilgrim’s parece mais equilibrado, com múltiplos próximos da média histórica, o que torna a relação entre risco e retorno mais balanceada.

Os analistas lembram ainda que ações do setor de proteína costumam ser pró-cíclicas, o que significa que tendem a performar melhor quando as margens estão em expansão — e não quando o ciclo começa a se deteriorar, como pode ocorrer no curto prazo.

Nesse contexto, o banco avalia que o espaço para uma reprecificação positiva das ações do setor é limitado neste momento.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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