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Caçando Unicórnios: Será que não é mais fácil no exterior?

12/08/2019 - 14:38

Olá pessoal do Money Times!

Espero que estejam gostando da minha coluna!

Para resumir alguns conceitos que sempre vou trazer à tona quando falar em investimentos em novos negócios – principalmente startups, temos as seguintes premissas:

– A idéia é que você invista entre 10-20% do seu patrimônio em novos negócios, nunca mais do que isso. Trata-se de um investimento de alto risco e longo período de retorno, não raro acima de 5 anos.
– Porém, quando dá certo pode conferir um retorno multiplicativo muito maior que todo o seu patrimônio acumulado em vida. Pergunte ao Bono Vox sobre ter 1% do Facebook e a banda dele, uma tal de U2…
– É importante você ter uma tese que defenda o teu racional de investimento. Você não pode simplesmente ir na base do “feeling”, por isso estudar mercados, oportunidades, pessoas, eventos… Tudo isso é fundamental para realizar os devidos aportes. Sozinho ou em conjunto (sindicatos).
– Mais do que negócios, investir é sobre pessoas e suporte. Boas pessoas formam negócios excelentes. Bons investimentos não são somente sobre dinheiro, mas sobre contatos e abertura de canais que maximizam resultados – o verdadeiro “Smart Money”.

Ainda falaremos mais sobre estes pontos, cabe aqui toda uma série de vídeos ou textos, mesmo um curso (alô Money Times #Oportunidade) sobre o tema.

Mas algo me chama a atenção: ainda que estamos num momento de ótima liquidez no mercado nacional para startups – o que reflete uma clara aposta de investidores institucionais como o SoftBank, maior VC do mundo, ou apostas de firmas tradicionais como Y Combinator, Sequoia e outros em startups daqui… Tem segmentos de sólido crescimento global que não existem aqui.

Quais seriam eles?

Vamos nessa: gosto de começar pela cannabis. Não pelo THC (lazer), mas principalmente pelo CBD (cannabiol), que tem ótimos resultados no segmento alimentício e farmacêutico, atuando em frentes como ansiedade, depressão e Mal de Alzheimer.

Este mercado deve não deve evoluir na velocidade que teremos em países como EUA e Canadá por diretriz da ANVISA. Estamos falando de uma indústria que pode ultrapassar os US$ 30 bilhões em 2032 e que aqui ainda nem começou.

Se na cannabis temos o gargalo regulatório, em inteligência artificial temos a falta de mão-de-obra qualificada. Para suportar o aumento do uso de robôs no parque industrial brasileiro precisaríamos de cerca de 10 milhões de engenheiros formados até 2025, numero que não teremos como atingir por falta de cursos e alunos em tal cátedra.

Já é um desafio real encontrar desenvolvedores para projetos em startups. Não à toa algumas empresas como o iFood (Movile) já realiza turmas gratuitas de formação em tecnologias específicas como parte do seu processo seletivo.

E como aproveitar ondas como estas, blockchain, biohacking e outras?

Uma dica é começar a acompanhar o trabalho de startups e fundos que façam este trabalho no exterior – a partir do Vale do Silício ou regiões que possuem excelência no segmento. A partir disso você pode:

– Aportar diretamente em startups por lá, o que não recomendo de forma solitária pela distância e falta de experiência média do investidor nacional.
– Procurar por algum fundo de Venture Capital local que atue no segmento.
– Ir na bolsa local – como nos EUA – e procurar por algum produto que esteja atrelado a um fundo de investimento em novos negócios (ETFs).
– Desenvolver em conjunto com outras pessoas um veículo nacional de investimento em fundos em outros países, o famoso Fund of Funds. Já existem alguns aqui fazendo um bom trabalho neste sentido.

Se você tiver alguma dúvida neste sentido, por favor entre em contato nas minhas mídias sociais que terei o prazer de poder te ajudar neste sentido, sem compromisso algum.

Neste instante que estou desenvolvendo minha trajetória como investidor ao lado de vocês, toda conversa neste sentido é uma boa troca 😉

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Última atualização por João Chebante - 12/08/2019 - 14:38

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