Fusões e Aquisições

Capital One adquire brasileira Brex por US$ 5,1 bilhões; por que as ações caem 6% hoje?

23 jan 2026, 14:21 - atualizado em 23 jan 2026, 14:21
Brex, fintech de brasileiros nos EUA, é adquirida pelo Capital One por US$ 5,15 bi Os sócios fundadores da Brex, Pedro Franceschi (à esquerda) e Henrique Dubugras. (Foto DivulgaçãoBrex)
Brex, fintech de brasileiros nos EUA, é adquirida pelo Capital One por US$ 5,15 bi Os sócios fundadores da Brex, Pedro Franceschi (à esquerda) e Henrique Dubugras. (Foto DivulgaçãoBrex)

As ações da Capital One Financial Corporation (NYSE:COF) caem mais de 6% nesta sexta-feira (23) após o anúncio de mais cedo da aquisição da startup brasileira de tecnologia chamada Brex 

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De acordo com o comunicado enviado ao mercado, a Capital One informou que adquiriu a empresa especializada em cartões de crédito corporativos por US$ 5,15 bilhões, com o negócio estruturado em aproximadamente 50% em dinheiro e 50% em ações. 

A movimentação foi vista como um esforço da Capital One para expandir sua exposição além dos clientes consumidores, potencialmente concedendo ao negócio uma proteção maior contra futuras desacelerações econômicas. 

Apesar da aquisição ser vista como positiva por analistas e investidores, os papéis caem em virtude de um outro documento divulgado mais cedo: balanço da Capital One.  



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Balanço da Capital One decepciona 

O grupo de serviços financeiros registrou lucro por ação ajustado de US$ 3,86 para o quarto trimestre de 2025 (4T25), abaixo da estimativa de consenso dos analistas de US$ 4,17. 

A receita foi de US$ 15,6 bilhões, ligeiramente acima da estimativa de consenso de US$ 15,47 bilhões, representando crescimento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. 

“Nossos resultados do quarto trimestre e do ano inteiro refletem um sólido crescimento da receita e um desempenho de crédito forte e estável”, disse o CEO Richard Fairbank em comunicado. 

“Anos de preparação estratégica e nossas escolhas de investir consistentemente para sustentar o crescimento e retornos a longo prazo possibilitam nossos resultados e nos colocam em uma posição forte para o futuro”. 

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Outras linhas do balanço 

A provisão da Capital One para perdas de crédito aumentou US$ 1,4 bilhão para US$ 4,1 bilhões no trimestre, incluindo baixas líquidas de US$ 3,8 bilhões e um aumento de reserva de empréstimos de US$ 302 milhões. 

Os empréstimos mantidos para investimento no final do período aumentaram 2% para US$ 453,6 bilhões, com empréstimos de cartão de crédito subindo 3% para US$ 279,6 bilhões. Os depósitos totais aumentaram 1% para US$ 475,8 bilhões. 

A margem de juros líquida da empresa foi de 8,26% no quarto trimestre, uma diminuição de 10 pontos base em relação ao trimestre anterior. A Capital One manteve uma posição de capital forte com um índice de capital de ações ordinárias Tier 1 de 14,3% sob a Abordagem Padronizada de Basileia III em 31 de dezembro de 2025. 

Para o ano completo de 2025, a Capital One reportou um aumento de 37% na receita líquida total para US$ 53,4 bilhões, enquanto as despesas não relacionadas a juros totais aumentaram 42% para US$ 30,5 bilhões. 

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*Com informações do Investing.com 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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