Commodities

Captura de Maduro pode elevar títulos da Venezuela e da PDVSA em até 10 pontos, diz JPMorgan

05 jan 2026, 6:14 - atualizado em 05 jan 2026, 6:14
PDVSA Venezuela
(Imagem: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos deve desencadear uma alta de até 10 pontos na dívida internacional da Venezuela nesta segunda-feira (5), estimaram analistas do JP Morgan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maduro foi detido durante uma operação militar dos EUA no sábado, em Caracas, que mergulhou a Venezuela em um cenário de incerteza.

Os títulos emitidos pelo governo do país e pela estatal petrolífera Petróleos de Venezuela, conhecida como PDVSA, foram alguns dos ativos com melhor desempenho no mundo em 2025, quase dobrando de preço desde que Donald Trump retornou à Casa Branca em janeiro do ano passado.

  • CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente

Alguns títulos soberanos da Venezuela encerraram a sessão de negociações de sexta-feira (2) entre 28 e 32 centavos por dólar, segundo dados da MarketAxess.

“Os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem registrar um forte salto — de até 10 pontos — no início da sessão desta segunda-feira”, disseram analistas do JP Morgan em nota a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais oferta de petróleo

Analistas do setor afirmam que a produção de petróleo bruto na Venezuela deve aumentar ao longo do tempo, o que provavelmente elevará a oferta global e pressionará os preços no longo prazo. Trump já afirmou que vai assumir o controle do país produtor de petróleo e que o embargo dos EUA sobre todo o petróleo venezuelano permanecia plenamente em vigor.

O país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) detém cerca de 17% das reservas globais de petróleo, ou 303 bilhões de barris, à frente da Arábia Saudita, líder do cartel de produtores, segundo o Energy Institute, sediado em Londres.

A Venezuela produzia até 3,5 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo bruto na década de 1970, o que na época representava mais de 7% da produção global. A produção caiu para menos de 2 milhões de bpd durante os anos 2010 e teve média de cerca de 1,1 milhão de bpd no ano passado, ou apenas 1% da produção global.

Analistas do JPMorgan liderados por Natasha Kaneva disseram em nota que, com uma transição política, a Venezuela poderia elevar a produção de petróleo para 1,3–1,4 milhão de bpd em até dois anos e potencialmente alcançar 2,5 milhões de bpd ao longo da próxima década, acima de cerca de 800 mil bpd atualmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essas dinâmicas atualmente não estão refletidas na parte mais longa da curva de futuros do petróleo”, acrescentou a nota.

Analistas do Goldman Sachs liderados por Daan Struyven disseram em uma nota neste domingo que qualquer recuperação da produção provavelmente seria gradual e exigiria investimentos substanciais.

Os analistas estimaram um impacto negativo de US$ 4 por barril nos preços do petróleo até 2030 em um cenário no qual a produção venezuelana de petróleo bruto sobe para 2 milhões de bpd.

No curto prazo, a perspectiva da produção de petróleo da Venezuela neste ano dependerá de como a política de sanções dos EUA evoluir, disseram os analistas do Goldman.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Vemos riscos ambíguos, porém modestos, para os preços do petróleo no curto prazo vindos da Venezuela, dependendo de como a política de sanções dos EUA evoluir”, acrescentaram.

As projeções do Goldman para os preços do petróleo em 2026 permaneceram inalteradas, com o Brent tendo média de US$ 56 por barril e o West Texas Intermediate de US$ 52 por barril, enquanto a produção de petróleo da Venezuela em 2026 deve permanecer estável em 900 mil barris por dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar