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Carnes: Preço do boi gordo sobe com alta demanda; frango oscila para baixo e suínos são pressionados por insumos

18 jan 2025, 9:00 - atualizado em 18 jan 2025, 10:18
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(Imagem: Embrapa/Ana Maio)

O mercado de carnes não sofreu grandes alterações ao longo da semana. O valor de negociação do boi gordo segue crescendo neste início de janeiro. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do arroba chegou aos US$ 53,68 na quinta-feira (16), o que representa alta mensal de 2,49%. 

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Já o frango que começou o mês com valorização acima de 2%, passou a oscilar para baixo nesta semana com o enfraquecimento das vendas. A proteína fechou a semana com queda de 0,9%, mas a alta inicial ainda segura os preços 0,6% acima do mês anterior.

Para os suinocultores, o Cepea relatam que o poder de compra vem diminuindo frente aos principais insumos utilizados na atividade: milho e farelo de soja. Enquanto os produtos registram alta neste início de ano, o preço do suíno vivo já caiu entre 1,8% e 3% em todo o país.

Boi x frango e suínos

Segundo pesquisadores do Cepea, com a demanda firme pelo boi, os frigoríficos têm ido às compras e reajustado os valores da arroba para atender à procura do atacado, que vem escoando todo o volume que chega da indústria e da exportação, que começa o ano com bons números.

A oferta de animais continua abaixo do normal, prejudicada pela virada do ciclo devido ao alto volume de abates no segundo semestre de 2024. De acordo com pesquisadores, problemas como a ocorrência de lagartas nas pastagens e chuvas irregulares dificultam a produção no momento.

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Com o preço da carne bovina em alta, a tendência é que o consumidor reduza o consumo e dê maior atenção para carne de frango e suínos. Para o Cepea, o menor poder aquisitivo da população nesta época do ano foi determinante para que o frango mantenha alta mensal, apesar da oscilação.

A respeito dos suínos, não há grandes mudanças em relação à semana anterior, já que o momento de maior consumo da proteína se dá justamente nas festas de fim de ano. O Cepea vê um cenário de vendas lentas e oferta elevada de animais para abate, causando uma queda de preço.

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Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.

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