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Casas Bahia (BHIA3): Analistas veem melhora no 4T25, mas queima de caixa preocupa; o que fazer com as ações?

12 mar 2026, 13:38 - atualizado em 12 mar 2026, 13:38
casas bahia
(Imagem: Casas Bahia/Divulgação)

A Casas Bahia tem desempenho levemente negativo na B3 após reportar prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre 2025, refletindo principalmente uma provisão de Imposto de Renda diferido de R$ 1,45 bilhão. Por volta de 13h25 (horário de Brasília), as ações BHIA3 recuavam 0,33%, a R$ 3,05.

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O resultado veio em período marcado por forte queda no endividamento e expansão de receitas e margens. Analistas enxergam melhorias no balanço da varejista, mas a queima de caixa ainda acende alerta. A recomendação para o papel segue entre neutra e venda.

O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado somou R$ 826 milhões, alta de 29,1% ano a ano, com a margem nessa métrica ficando em 9,8%, de 8% um ano antes. A margem bruta da companhia avançou 0,7 ponto percentual, para 31,5%.

O Ebitda ajustado superou as projeções do Safra, impulsionado por menores despesas com processos judiciais e pelo efeito positivo do ressarcimento do DIFAL (R$ 176 milhões). Sem esse efeito, o resultado teria ficado 10% abaixo da estimativa do banco.

O Safra avalia que, embora os esforços de turnaround (reorganização) estejam resultando em números operacionais mais encorajadores, o consumo de caixa de R$ 2,9 bilhões nos últimos 12 meses continua sendo uma preocupação nos resultados e, em nossa avaliação, representa um desafio para a companhia reverter o prejuízo líquido registrado nos últimos trimestres.

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“Apesar da conversão de dívida em capital, que deve apoiar a geração de caixa no curto prazo, gostaríamos de ver resultados mais concretos no fluxo de caixa para mudar nossa visão sobre a empresa. Por isso, reiteramos nossa recomendação de Underperform (desempenho abaixo do mercad, equivalente a venda)”, diz o banco.

Resultados mistos

Na leitura da XP Investimentos, a Casas Bahia reportou um quarto trimestre misto, superando as estimativas da casa em relação ao crescimento, mas com margens mais fracas e impairment de créditos tributários compensando esse efeito.

“A parceria com o Mercado Livre foi claramente um vetor de crescimento, à medida que tanto 1P quanto 3P aceleraram de forma considerável, embora a margem bruta tenha sido fortemente pressionada pelo mix de canais, pressão essa que não foi totalmente compensada pelo controle de SG&A”, pondera a equipe de analistas liderada por Danniela Eiger.

Apesar da trajetória operacional em melhora contínua, a XP vê o macro pressionado como um desafio para o canal de lojas físicas, enquanto ainda precisamos entender melhor a economia da parceria com o Meli.

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“Mantemos nossa recomendação neutra, pois preferimos aguardar os resultados da nova estrutura de capital para levar o lucro líquido a terreno positivo”, dizem os analistas.

O Santander também avalia o balanço como misto, com forte crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV) no 1P, de cerca de 26% na comparação anual, que os analistas veem impulsionado pela parceria com o Mercado Livre.

Entretanto o desempenho foi compensado por um Ebitda mais fraco do que o esperado (ajustado pelo efeito pontual de R$ 176 milhões relacionado ao DIFAL), ficando cerca de 10% abaixo da estimativa do banco e do consenso.

“O prejuízo líquido ajustado veio melhor do que o esperado, principalmente devido a despesas financeiras menores do que o previsto, decorrentes de modificações na dívida e outros efeitos ligados à conversão de dívida em capital”, diz o banco, que tem recomendação neutra para Casas Bahia.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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