Resultados

Casas Bahia (BHIA3) tem prejuízo de R$1,5 bi no 4º tri com provisão sem impacto no caixa

12 mar 2026, 6:48 - atualizado em 12 mar 2026, 6:48
casas bahia
(Imagem: Casas Bahia/Divulgação)

A Casas Bahia (BHIA3) teve prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre 2025, refletindo principalmente uma provisão de Imposto de Renda diferido de R$ 1,45 bilhão, em período também marcado por forte queda no endividamento e expansão de receitas e margens.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor financeiro da varejista, Elcio Ito, afirmou que a provisão ocorreu após a companhia realizar testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.

  • CONFIRA:Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente 

Após os testes, “por prudência e conservadorismo”, a empresa decidiu fazer a provisão, afirmou à Reuters, ressaltando que a provisão não tem efeito caixa e econômico, e que se trata de uma ação mirando um cenário de estresse, de quadro macroeconômico mais adverso.

Excluindo essa provisão, a Casas Bahia teve prejuízo de R$ 79 milhões, após uma perda de R$ 452 milhões um ano antes, com o balanço ainda mostrando despesas com vendas, gerais e administrativas da ordem de R$ 1,9 bilhão (+0,4%) e um resultado financeiro negativo de R$ 557 milhões no período.

A despesa financeira, porém, caiu ante os mesmos meses de 2024 (-R$ 921 milhões), em trimestre marcado pela finalização da reestruturação no perfil de endividamento da companhia no final de 2025, que fez a dívida líquida ajustada cair a R$ 1,13 bilhão, de R$ 4,48 bilhões no trimestre anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A alavancagem medida pela dívida líquida em relação ao Ebitda ajustado passou para 0,4 vez, de 1,9 vez no terceiro trimestre.

“Tivemos uma redução de 75% da dívida líquida entre o terceiro e o quarto trimestres…foi um passo absolutamente fundamental e decisivo para colocar a companhia em um novo balanço daqui para frente”, afirmou Ito, ressaltando também “consistência de entrega de resultados operacionais”.

No quarto trimestre, a receita líquida cresceu 6,1%, para R$ 8,471 bilhões. A métrica de vendas GMV consolidado apurou crescimento de 8,7%, para R$ 13,1 bilhões. O GMV de lojas físicas ficou estável e as vendas mesmas lojas cresceram 2,6%. O GMV de e-commerce apurou expansão de 21,7%.

O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado somou R$ 826 milhões, alta de 29,1% ano a ano, com a margem nessa métrica ficando em 9,8%, de 8% um ano antes. A margem bruta da companhia avançou 0,7 ponto percentual, para 31,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

2026

Ito preferiu não detalhar o comportamento das vendas neste começo de ano, apenas afirmando que a companhia continua crescendo, ganhando market share, mas destacou que 2026 tem eventos potencialmente positivos, embora o ambiente macroeconômico siga desafiador, com taxas de juros ainda altas.

O executivo destacou que a isenção do IR para rendimentos até R$ 5.000 é uma renda adicional para o mercado, enquanto a Copa do Mundo também deve ter um impacto, principalmente no segundo trimestre. E apontou ainda as eleições, citando que normalmente há consumo maior e uma economia um pouco mais dinâmica.

“Eu acho que tem vários temas, ventos potenciais favoráveis para a companhia ao longo do ano”, acrescentou.

O diretor financeiro também afirmou que a Casas Bahia tem um “projeto grande” de aumentar o crediário dentro das vendas da companhia. No quarto trimestre, a carteira do crediário atingiu R$ 6,6 bilhões, alta de 7% ano a ano, com a inadimplência acima de 90 dias em 8,6% e uma perda líquida de 4,6%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nós queremos crescer o crédito, porque aumenta as vendas, mas crescer de uma forma sustentável. Hoje, temos tem muita demanda de crédito, mas, dado o cenário macroeconômico e a inadimplência, também temos a cautela necessária, porque senão vamos ter um problema de inadimplência”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar