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Carrefour (CRFB3): Fávaro defende suspensão de fornecimento de carne à rede no Brasil

22 nov 2024, 12:43 - atualizado em 22 nov 2024, 12:44
Ministro da Agricultura Carlos Fávaro durante entrevista coletiva
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, endossou o posicionamento de entidades contra o Carrefour. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira de carnes de sugerir o não fornecimento de carnes ao Carrefour (CRFB3) também no Brasil, após a suspensão da compra de proteínas do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.

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Fávaro disse que foi surpreendido com a declaração da empresa de que a decisão se trata apenas das lojas na França. “Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse.

O ministro acompanha o posicionamento de diversas entidades do setor, que rechaçaram o comunicado publicado por Alexandre Bompard, CEO global do Carrefour. Na quarta-feira (20), por meio de suas redes sociais, o executivo afirmou que a varejista se compromete a não vender carnes do Mercosul, independentemente dos “preços e quantidades de carne” que esses países possam oferecer.

A declaração de Fávaro foi direcionada a jornalistas na noite da quinta-feira (21), em evento de comemoração de 10 anos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Resposta do setor ao Carrefour

O Governo brasileiro já havia respondido oficialmente ao CEO do Carrefour por uma nota divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quarta (20). “O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”.

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“Já vi o movimento por parte dos próprios produtores de carne, com o qual me solidarizo, que é um absurdo a empresa dizer que quem não quer comprar é a matriz, é a França. Aqui a carne dos brasileiros serve para o Carrefour. Não, não é assim não”, criticou o ministro.

“Tenham respeito pela nossa construção. Achei uma atitude louvável da indústria brasileira de falar: então, não vou fornecer também (à marca no Brasil). Uma atitude que mostra a soberania e o respeito à legislação brasileira tem o meu apoio”, acrescentou Fávaro.

Diversas entidades do setor manifestaram repúdio contra o posicionamento do Carrefour, como a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes); a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal); a FABB (Frente das Associações de Bovinos do Brasil); a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos); a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio); a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil); a SRB (Sociedade Rural Brasileira); e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
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