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Caso Master: Diretor do BC nega ter recomendado compra de carteiras fraudadas ao presidente do BRB

23 jan 2026, 9:59 - atualizado em 23 jan 2026, 10:40
Banco Master
Ailton de Aquino nega envolvimento na compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo BRB. (Imagem: Reuters)

O diretor do Banco Central responsável pela área de fiscalização, Ailton de Aquino, afirmou que jamais recomendou ao então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, a compra de carteiras fraudadas do Banco Master.

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O posicionamento ocorre após o jornal O Globo noticiar que Aquino teria enviado mensagens ao presidente do BRB pedindo que comprasse carteiras do banco de Daniel Vorcaro, com o intuito de ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

Em nota divulgada à imprensa, o Banco Central destaca que, sob o comando de Ailton de Aquino, a área de supervisão identificou inconsistências nas operações envolvendo o Master e promoveu rigorosas investigações, que levaram à demonstração da improcedência dos ativos presentes nestas carteiras.

A nota do BC aponta que a área chefiada por Ailton também é responsável pela iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal (MPF), acompanhada de documentação comprobatória e análises técnicas.

“Na sequência, com o objetivo de prevenir a prática de novas operações com impactos sobre a liquidez do BRB, a área de supervisão, sob orientação do mesmo diretor, aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio diretor, por fim, a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master”, diz a autarquia.

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O Banco Central ressalta a obrigação que possui de acompanhar a condições de liquidez, inclusive aquisições de ativos entre instituições financeiras, em busca de manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger os interesses dos depositantes, investidores e demais credores.

Neste sentido, a autarquia destaca a atuação rotineira da área de supervisão para monitorar riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira.

“Compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios”, diz o BC.

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O caso Master

Em novembro de 2025 ocorreu a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero que apura um esquema de fraudes no Banco Master. Na ocasião, Daniel Vorcaro, dono da instituição, chegou a ser preso, mas acabou sendo liberado dias depois e permanece com outras ações restritivas, como o uso de tornozeleira.

No mesmo dia, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Master, após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos.

Neste mês, a Polícia Federal (PF) iniciou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, na segunda fase da operação Compliance Zero. Ao todo, houve o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com bloqueio de valores e bens, como carros e relógios, que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

Vale lembrar que, em março de 2025, o Banco de Brasília chegou a apresentar uma proposta para a compra do Banco Master, mas o negócio foi vetado pelo Banco Central logo antes da liquidação da instituição.

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As investigações contra o Master apuram suspeitas de um esquema que poderia ter provocado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões à instituição financeira pública, o que aumentou a atenção do mercado sobre a governança do banco.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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