Banco Master

Caso Master: Imóveis de Ronaldinho Gaúcho foram usados pelo banco para captação de R$ 330 milhões, diz jornal

04 fev 2026, 16:26 - atualizado em 04 fev 2026, 16:27
Ronaldinho Gaúcho
(Imagem: REUTERS/ Amanda Perobelli)

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho teve dois terrenos usados como lastro para a captação de R$ 330 milhões pelo Banco Master, segundo informações do jornal O Globo. Os recursos teriam sido direcionados para um fundo de investimentos ligado ao próprio banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, os advogados do ex-atleta alegam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos e que a operação imobiliária já havia sido cancelada.

Investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que o Master utilizava o Fundo City 02, em que o banco era o único cotista, para a concessão de empréstimos voltados para pessoas jurídicas e, posteriormente, repassava quase todo o montante para fundos de investimento administrados pela Reag, segundo o jornal.

Parte dessas operações fazia uso da emissão de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) lastreados em crédito imobiliário, que têm como objetivo levantar recursos para obras. O caso, no entanto, aponta o redirecionamento dos recursos para os fundos.

Segundo o jornal, em agosto de 2023, a empresa Base Securitizadora — mencionada na investigação do Master — realizou a emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria, em um lastro de notas comerciais para o desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre que incluem duas áreas de Ronaldinho Gaúcho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao Globo, advogados do ex-atleta da Seleção Brasileira e de sócios envolvidos afirmaram que o negócio não foi para frente. A defesa afirma que iniciou negociações, em 2021, com as empresas União do Lago e Melk. Entretanto, que as negociações não avançaram devido a pendências de IPTU e ausência de licenças ambientais.

Conforme investigação do Banco Central, transações semelhantes ocorreram com outras empresas, com os valores levantados direcionados para fundos ligados ao Master e à Reag, sem o direcionamento devido às obras.

Em meados de janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, nova denominação da Reag Trust DTVM. Ela havia sido alvo de investigações na operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, contra o crime organizado.

Segundo a autoridade monetária, a decretação foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caso Master

Em novembro de 2025, ocorreu a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero para apurar o esquema de fraudes no Banco Master. Na ocasião, Daniel Vorcaro, dono da instituição, chegou a ser preso, mas acabou sendo liberado dias depois e permanece com outras ações restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.

No mesmo dia, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Master, após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos.

Já em janeiro deste ano, a Polícia Federal (PF) iniciou buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, na segunda fase da operação Compliance Zero. Ao todo, houve o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com bloqueio de valores e bens, como carros e relógios, que somaram mais de R$ 5,7 bilhões.

O caso vem tendo uma série de desdobramentos, envolvendo outros nomes, como o Banco de Brasília e a Fictor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar