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CCX sobe 30% no dia e triplica de preço em três pregões

09 mar 2018, 18:44 - atualizado em 09 mar 2018, 18:44

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Por Ângelo Pavini, da Arena do Pavini

A ação da mineradora de carvão CCX (CCXC3), uma das poucas que sobrou do império virtual do empresário Eike Batista, vem disparando na bolsa nos últimos três dias. A ação saiu de R$ 0,54 na terça-feira, dia 6, para R$ 0,79 na quarta, R$ 1,39 na quinta e R$ 1,83 hoje, um ganho de 233% em três dias. Somente hoje, o papel subiu mais de 30%. O volume negociado também disparou, de algumas dezenas de milhares de reais para R$ 1,5 milhão na quarta-feira, R$ 9,2 milhões na quinta-feira e mais R$ 9,3 milhões hoje.

Como jabuti não sobe em árvore, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) consultou a empresa sobre as oscilações.

Em carta enviada à CVM, porém, a empresa explicou que o papel está alucinado mesmo, mas não sabe por quê. E, mesmo pedindo ajuda aos universitários, ou seja, aos controladores, ou seja, Eike, não descobriu nada que justificasse essa disparada.

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Segundo o texto, divulgado ao mercado ontem, a companha admite a “ocorrência de oscilações atípicas no preço de cotação” das ações, considerando a média dos últimos 60 dias de pregões da bolsa, com variação durante o pregão de 39,58% e de 69,62% em relação ao fechamento. A empresa diz que consultou pessoas “com potencial acesso a matérias que possam constituir atos ou fatos relevantes”, ou seja, os controladores, sobre informações a serem divulgadas, mas não obteve respostas positivas.

O valor baixo do papel pode explicar a especulação, típica nas ações que têm valor de centavos, mas pode ocultar alguma informação relevante. Um fato que poderia justificar essa movimentação seriam as medidas protecionistas do governo americano, de taxar o aço brasileiro. O Brasil é grande importador de carvão americano para as siderúrgicas locais, e poderia reagir taxando o produto, o que beneficiaria a CCX. Mas até agora não se ouviu das autoridades brasileiras esse tipo de ameaça, apesar de o carvão ser lembrado como um dos fatores que poderiam ser mencionados na negociação com o governo dos EUA.

Assim, enquanto não se sabe quem colocou o jabuti na árvore, resta acompanhar de perto as notícias e a oscilação de CCX.

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pavini@moneytimes.com.br
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