Giro do Mercado

Cenário eleitoral apertado entra no radar dos investidores; Veja destaques do Giro do Mercado desta quarta (14)

14 jan 2026, 14:33 - atualizado em 14 jan 2026, 14:41

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No Giro do Mercado desta quarta-feira (14), a jornalista Juliana Caveiro recebe Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, para comentar os principais fatores que influenciam o humor dos mercados no Brasil e no exterior.

Hoje, repercute uma nova pesquisa Genial/Quaest, que atualiza o cenário eleitoral e ajuda a calibrar as expectativas dos investidores. No cenário de primeiro turno em que Lula disputa com Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele lidera com 36% das intenções de voto. O senador aparece em segundo lugar, com 23%, seguido pelo governador de São Paulo, com 9%.

De acordo com Spiess, a expectativa é de que as eleições tenham resultados apertados. “Vai ser uma eleição aos moldes do que foi 2022 ou 2014, mas Flávio Bolsonaro ainda é menos competitivo no segundo turno do que outros candidatos como Tarcísio, que sequer colocou seu nome como candidato à presidência”, afirmou.

O levantamento ainda mostra 49% de aprovação e 47% de desaprovação do governo Lula. Os dados comparativos indicam: aprovação em 49%, ante 48% em dezembro; desaprovação em 47%, ante 49%.

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Nos destaques corporativos, a MRV&Co (MRVE3) teve uma alta de 5,9% nas vendas líquidas nos últimos três meses do ano passado e e 17,8% no comparativo anual. O de taque fica para o caixa da construtora que volta a respirar. Para o BTG Pactual a prévia mostra mais sinais positivos do que negativos.

Já a Moura Dubeux (MDNE3) registrou crescimento de 34,1% nas vendas e adesões líquidas no quarto trimestre de 2025. Além disso, a incorporadora anunciou que está avaliando realizar uma oferta pública de ações de R$ 250 milhões, podendo dobrar posteriormente.

No cenário internacional, o governo iraniano agendou para hoje a execução do manifestante Erfan Soltani, detido após participar de protestos contra o regime.

Estimativas indicam que mais de 2 mil pessoas morreram nas últimas semanas com ação violenta das forças de segurança.

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Donald Trump, que já havia ameaçado de intervenção a favor dos manifestantes caso o governo iraniano continuasse com as retaliações violentas, se manifestou com relação a execução agendada dizendo que a medidas eram muito duras.

Além do Irã ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o país controla o estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo global.

De acordo com o especialista da Empiricus, o cenário conflituoso do petróleo reforça a tese de investimento no ouro. “É uma tese importante da Empiricus e mantemos porque entendemos que o mundo tem caminhado para o ouro, tanto por questões estratégicas, quanto por questões de proteção frente a conflitos geopolíticos”, ressaltou.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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