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CEO da Petrobras (PETR4) deve presidir conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal

23 jan 2026, 12:52 - atualizado em 23 jan 2026, 12:53
presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em 27052024
(Rafael Pereira / Agência Petrobras)

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, deve assumir a presidência do conselho da Braskem (BRKM5) no novo acordo de acionistas com a IG4, disse o Valor Econômico.

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O acordo estabelece cocontrole entre Petrobras e IG4. O conselho terá 10 membros — quatro da Petrobras, quatro da IG4 e dois independentes, segundo o jornal.

Neste primeiro ciclo, de acordo com a publicação, a Petrobras indica o presidente do conselho e a IG4 indica o CEO, o CFO e a vice-presidência do colegiado.

A expectativa é que o Cade julgue a transferência da ações da Braskem que eram da antiga Odebrecht ainda em fevereiro, abrindo caminho para que a transação seja consumada, acrescentou o Valor.

Mudanças na Braskem

Em dezembro, a Novonor (ex-Odebrecht) assinou um acordo de exclusividade com a empresa de investimentos IG4 Capital para vender sua participação na petroquímica.

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A IG4 representa os bancos credores da companhia — Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES –, que têm ações BRKM5 como garantia de empréstimos feitos à petroquímica.

A Novonor se comprometeu a transferir a participação na Braskem para um fundo da IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante e 34,323% do capital total da petroquímica.

A Novonor detém atualmente 50,1% das ações com direito a voto da Braskem e 38,3% do total de ações, enquanto a Petrobras possui 47% das ações votantes e 36,1% do total de papeis. Após a conclusão da operação, a Novonor permanecerá com 4% da Braskem.

A IG4 acrescentou em outro comunicado que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívida e não causará mudanças operacionais imediatas na Braskem.

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Crise na Braskem

A crise da Braskem é multifacetada, envolvendo endividamento pesado (cerca de US$ 8,5 bilhões em 2025), a tragédia ambiental em Maceió (afundamento do solo por mineração de sal-gema, gerando passivos bilionários), baixa demanda no setor petroquímico e um cenário macroeconômico adverso (juros altos, dólar).

O cenário resultou em queda acentuada de suas ações e títulos, risco de recuperação judicial e impacto negativo no mercado de crédito corporativo, com esforços de reestruturação em curso e foco na resolução do passivo de Maceió e na melhora da estrutura de capital.

A empresa vem sendo dilacerada na bolsa de valores diante de um ceticismo cada vez maior entre os investidores e com o risco de recuperação judicial no radar. Em um ano a baixa do papel é de quase 40%.

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