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CEO do maior banco da Dinamarca fornece e-mail para boas ideias

24/07/2019 - 15:34
Cerca de um ano e meio depois do Danske ser punido pelo regulador financeiro por uma cultura que desestimulava os funcionários a expressarem suas opiniões, o banco decidiu adotar a transparência (Imagem: Ingrid Morales/Bloomberg)

O novo presidente do Danske Bank diz que qualquer pessoa com boas ideias sobre como administrar a instituição pode entrar em contato com ele.

Cerca de um ano e meio depois do Danske ser punido pelo regulador financeiro por uma cultura que desestimulava os funcionários a expressarem suas opiniões, o banco decidiu adotar a transparência. Chris Vogelzang, um ex-banqueiro do ABN Amro que assumiu o posto de CEO do Danske no mês passado, diz que gostaria de receber diretamente as ideias de investidores e funcionários.

“Estamos tentando ser o mais transparentes possível”, disse Vogelzang em entrevista. “Quero que todos no banco possam falar caso acreditem que as coisas podem melhorar.” O executivo diz que forneceu seus dados de contato à equipe e a outras pessoas em toda a Escandinávia, “para que as pessoas possam me enviar e-mails sobre o que acham que deveria acontecer .

Um banqueiro do setor de varejo que ajudou a encaminhar o ABN Amro depois de o banco ter sido resgatado pelo estado holandês, Vogelzang foi contratado para ajudar o maior banco da Dinamarca a lidar com as consequências de um esquema de lavagem de dinheiro de US$ 230 bilhões que eclodiu no ano passado. O caso acabou com a carreira do então CEO do Danske, Thomas Borgen, que agora enfrenta, com outros vários ex-executivos, acusações criminais preliminares.

A Autoridade de Supervisão Financeira da Dinamarca disse no ano passado que a cultura “ágil e eficiente” do Danske provavelmente contribuiu para um escândalo tão devastador. Sob o antigo alto comando do banco, a ideia era “resolver problemas em um nível mais baixo, em vez de chamar a atenção das pessoas em níveis superiores”, disse o diretor-geral da agência, Jesper Berg, em maio de 2018. “Obviamente, isso revela um problema em termos de cultura.”

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O escândalo de lavagem de dinheiro, que se concentrou nas operações do Danske na Estônia entre 2007 e 2015, surpreendeu os investidores, o público em geral e o “establishment” político da Dinamarca. As ações do banco caíram cerca de 60% – uma perda de US$ 20 bilhões em valor de mercado – desde o início do ano passado, enquanto os acionistas se preparam para multas que podem ficar na casa dos bilhões de dólares.

Danske's dirty money scandal wipes out much of gains since its last crisis

Última atualização por Vitória Fernandes - 24/07/2019 - 15:34