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Césio-137: a história real por trás da série da Netflix que revive tragédia em Goiânia

19 mar 2026, 13:40 - atualizado em 19 mar 2026, 13:40
Ator Johnny Massaro em cena da série “Emergência Radioativa” - Imagem: Divulgação/Netflix
Ator Johnny Massaro em cena da série “Emergência Radioativa” - Imagem: Divulgação/Netflix

A Netflix estreou nesta quarta-feira (18) a minissérie “Emergência Radioativa”, produção nacional inspirada no acidente com o césio-137 em Goiânia, no ano de 1987, que marcou o Brasil.

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Criada por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, a série aposta em uma narrativa que combina reconstrução histórica e ficção. Além disso, o protagonismo fica por conta de Johnny Massaro, conhecido por seus trabalhos na TV e no cinema.

A produção da Netflix mostra como uma decisão aparentemente simples — abrir um equipamento de radioterapia abandonado — desencadeia uma catástrofe. A partir daí, o césio-137 se espalha pela cidade, dando início a uma corrida contra o tempo para conter a contaminação e salvar vidas.

Relembre o acidente em Goiânia

O acidente com o césio-137 começou em setembro de 1987, quando um aparelho de radioterapia foi deixado em uma clínica desativada em Goiânia.

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Sem qualquer proteção ou sinalização adequada, o equipamento acabou nas mãos de catadores, que o levaram a um ferro-velho.

Durante a desmontagem, foi liberado um pó azul brilhante — e altamente radioativo — que rapidamente despertou curiosidade e foi manuseado e compartilhado por moradores, sem que soubessem dos riscos.

A contaminação se espalhou antes da identificação do problema pelas autoridades.

O saldo foi devastador: quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e uma crise sanitária de grandes proporções. No entanto, o impacto pode ter sido ainda maior.

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Segundo a Associação de Vítimas do Césio-137, outras 60 mortes estariam relacionadas à exposição ao material. Além disso, pelo menos 1,6 mil pessoas afetadas de alguma forma pela radiação.

Entre os sintomas registrados estavam queimaduras severas, vômitos, queda de cabelo e outras complicações associadas à exposição à radiação.

Além disso, a operação de limpeza gerou toneladas de resíduos radioativos, que precisaram ser isolados em estruturas de segurança. O episódio levou a mudanças importantes nos protocolos de controle e fiscalização de materiais radioativos no Brasil.

O que é o césio-137 e por que ele é perigoso

Em termos simples, o césio-137 é um material radioativo produzido em reações nucleares. Ele emite radiação gama, que, por sua vez, possui alta capacidade de penetrar no corpo humano.

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Por isso, a exposição ao césio-137 sem controle pode provocar danos graves às células e aos tecidos. Em muitos casos, esses efeitos comprometem o funcionamento do organismo e aumentam o risco de doenças ao longo do tempo.

Por outro lado, profissionais utilizam o césio-137 em aplicações importantes. Médicos, por exemplo, usam o material em tratamentos de radioterapia. Além disso, indústrias empregam a substância na esterilização de equipamentos e em medições técnicas.

Nessas situações, entretanto, o manuseio segue protocolos rígidos de segurança.

*Com informações da Exame e do O Globo

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