Internacional

China compra dos EUA, mas não o suficiente para cumprir acordo

28 jul 2020, 7:59 - atualizado em 28 jul 2020, 7:59
Bandeira da China
A China prometeu comprar outros US$ 200 bilhões em bens e serviços dos EUA até o fim de 2021 em relação ao nível de 2017 (Imagem: Pixabay)

Em meio ao impasse diplomático com os Estados Unidos e temores de uma nova Guerra Fria, a China continua atrasada no ritmo de importações necessárias para cumprir os termos do acordo comercial entre os dois países.

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Até o fim do primeiro semestre, a China havia atingido cerca de 23% da meta total de compras de mais de US$ 170 bilhões em mercadorias em 2020, segundo cálculos da Bloomberg com base nos dados da Administração das Alfândegas da China.

Na comparação mensal, o volume aumentou em relação à marca de 19% em maio, mas isso significa que a China precisa comprar cerca de US$ 130 bilhões no restante do ano para cumprir o acordo assinado em janeiro.

A China prometeu comprar outros US$ 200 bilhões em bens e serviços dos EUA até o fim de 2021 em relação ao nível de 2017.

O acordo permitiu uma pausa à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, causada em parte pelas preocupações do governo Trump sobre o tamanho das déficit comercial dos EUA com a China.

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O surto de coronavírus e a retração da economia chinesa no primeiro trimestre atrasaram as compras para o cumprimento da meta.

O acordo continua sendo um dos principais pilares entre os governos de Pequim e Washington, em um momento de acusações de espionagem, fechamento de consulados e retórica de autoridades EUA para garantir liberdade em relação ao Partido Comunista da China.

Os observadores temem que mesmo o acordo comercial possa se tornar vítima da escalada das tensões, mas a China ainda tem aumentado as compras.

As importações de manufaturados assumiram a liderança em junho, com veículos, produtos farmacêuticos, instrumentos ópticos e médicos, todos com grandes aumentos. As compras de circuitos integrados permaneceram acima de US$ 1 bilhão.

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Mercados china
O surto de coronavírus e a retração da economia chinesa no primeiro trimestre atrasaram as compras para o cumprimento da meta (Imagem: REUTERS/Aly Song)

Os embarques de produtos agrícolas também aumentaram, apesar de algumas desacelerações nas importações de soja e carne suína.

A compra de cereais mais do que triplicou em junho em relação a maio. A tendência provavelmente continuará em julho, pois a China fez duas grandes compras de milho dos EUA neste mês, de acordo com comunicado do Departamento de Agricultura dos EUA.

“Claro que esperamos que o acordo alcançado possa ser implementado com seriedade. A China sempre honrou suas palavras e implementaremos o acordo”, disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, durante conferência de imprensa em 16 de julho, quando perguntada sobre a posição da China sobre o acordo da primeira fase.

Segundo o pacto, dados oficiais da China e dos EUA serão usados para determinar se as promessas foram cumpridas.

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