AgroTimes

China confirma casos de febre aftosa; focos podem representar reavaliação de salvaguardas

02 abr 2026, 11:17 - atualizado em 02 abr 2026, 11:17
boi carne bovina china
(iStock.com/shiota)

A China confirmou casos de febre aftosa em rebanhos bovinos nas províncias de Gansu e Xinjiang, envolvendo mais de 6 mil animais, dos quais 219 apresentaram sintomas da doença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os diagnósticos foram realizados pelo Centro Chinês de Prevenção e Controle de Doenças Animais, em testes conduzidos pelo Laboratório de Referência para Febre Aftosa, com confirmação dos surtos em 28 de março. Os casos foram registrados no condado de Yining, na prefeitura de Ili (Xinjiang), e no condado de Gulang, na cidade de Wuwei (Gansu).

Segundo a Reuters, o foco em Xinjiang ocorreu em um mercado com 513 bovinos, sendo 142 sintomáticos. Já em Gansu, o surto foi identificado em uma fazenda com 5.716 animais, dos quais 77 apresentaram sintomas.

De acordo com o Ministério da Agricultura da China, medidas emergenciais foram adotadas imediatamente após a confirmação dos casos, incluindo abate sanitário, desinfecção, descarte seguro, monitoramento, triagem e investigações epidemiológicas.

É o fim das salvaguardas da China?

Para o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o episódio deve ser tratado, por ora, como um foco isolado. No entanto, ele alerta que uma eventual disseminação da doença pode agravar um cenário já desafiador para a pecuária chinesa, que enfrenta queda na produção e perspectiva de redução de rebanho ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, um avanço da aftosa poderia levar o governo chinês a reavaliar as medidas de salvaguarda adotadas na virada do ano. “É um ambiente que pode provocar uma mudança de postura da China no mercado”, afirma.

Segundo Iglesias, o mercado deve acompanhar de perto a evolução dos casos. Caso o surto permaneça contido, os impactos tendem a ser limitados. Por outro lado, uma escalada da doença pode alterar o perfil de atuação chinesa e gerar reflexos relevantes no comércio global de proteínas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar