Internacional

China diz que 90 países participarão de encontro da iniciativa Cinturão e Rota

07 set 2023, 13:44 - atualizado em 07 set 2023, 13:44
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Ceticismo: críticos dizem que Xi Jinping usa Rota da Seda para ampliar influência da China (Imagem: MARK R. CRISTINO/Pool via REUTERS)

A China afirmou nesta quinta-feira (7) que 90 países confirmaram presença na conferência da Iniciativa Cinturão e Rota, que será realizada em outubro na capital Pequim, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês.

Vários líderes mundiais devem participar do encontro, incluindo o presidente argentino, Alberto Fernández, de acordo com informações da imprensa estatal.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem em sua agenda uma visita à China em outubro, quando o país sediará o fórum, disse recentemente o assessor presidencial Yuri Ushakov, de acordo com a agência de notícias russa Tass.

China usa Rota da Seda para expandir influência global

O Ministério das Relações Exteriores da China informou que o país assinou documentos da cooperação Cinturão e Rota com mais de 150 países e 30 organizações internacionais, de acordo com a Xinhua.

“Na última década, a cooperação Cinturão e Rota atingiu resultados frutíferos”, afirmou o porta-voz da pasta, Wang Wenbin, em entrevista coletiva recente, acrescentando que o ministério estabeleceu mais de 3.000 projetos de cooperação que somaram quase 1 trilhão de dólares de investimento, de acordo com a imprensa estatal.

Críticos dizem que a iniciativa, que tem como ideia recriar a antiga Rota da Seda para melhorar a infraestrutura global do comércio, é uma ferramenta para que o presidente da China, Xi Jinping, aumente a influência geopolítica e econômica da nação.

O debate sobre a dependência econômica do Ocidente em relação à China jogou uma sombra sobre as relações comerciais com Pequim. A Itália, única nação do G7 a também fazer parte do Cinturão e Rota, disse que a decisão do governo anterior de se juntar ao grupo foi “atroz”.