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China enfrenta preços mais altos em novas compras de soja dos EUA para agradar Trump

05 fev 2026, 11:06 - atualizado em 05 fev 2026, 11:06
Soja grãos china trump (1)
(iStock.com/fotokostic)

Importadores chineses de soja enfrentam custos muito mais elevados para importar 8 milhões de toneladas adicionais de cargas dos EUA, cuja compra, segundo o presidente Donald Trump, Pequim está avaliando, já que os suprimentos concorrentes do Brasil estão muito mais baratos em sua temporada de pico de exportação.

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Ainda assim, Pequim poderia ordenar compras pelas empresas estatais de grãos para agradar Trump antes de sua visita à China, prevista para abril, enquanto busca outras concessões de Washington, afirmaram operadores e analistas.

“Existe uma lógica de mercado no momento para a China adquirir mais soja dos EUA, justamente quando a safra do Brasil está chegando? Não”, disse Even Rogers Pay, diretor da consultoria Trivium China, com sede em Pequim.

“Mas isso poderia facilitar o caminho para uma visita de Estado ainda mais produtiva e lucrativa de Trump em abril? Talvez.”

O contrato de referência de soja na bolsa de Chicago foi negociado perto de uma máxima de dois meses nesta quinta-feira, sustentado pelas expectativas da demanda chinesa.

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A China está considerando comprar 20 milhões de toneladas de soja dos EUA na temporada atual, disse Trump após conversas na quarta-feira com o presidente Xi Jinping, que ele descreveu como “muito positivas”.

O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

As estatais chinesas Sinograin e Cofco já compraram cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA desde as negociações comerciais com os Estados Unidos em outubro, pagando quase US$100 milhões a mais do que pagariam pela soja brasileira, com base nos preços de mercado.

Aumento da diferença de preço

O aumento dos preços da soja norte-americana ampliou a diferença com os carregamentos brasileiros, o que forçaria os compradores chineses a pagar prêmios muito mais altos do que os pagos desde novembro, disseram operadores.

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A soja norte-americana para embarque em abril foi cotada a US$2,08 a US$2,48 o bushel acima do contrato de soja de maio da Bolsa de Chicago (CBOT), incluindo custo e frete para a China, contra embarques brasileiros com prêmios de US$1,18 a US$1,33 o bushel.

“O spread entre o Brasil e os EUA é de cerca de US$50 por tonelada em base FOB”, disse um trader de Cingapura. “Isso não faz sentido comercial.”

Nesses níveis, a China pagaria até US$400 milhões a mais por oito milhões de toneladas de soja norte-americana do que pelas cargas brasileiras.

Esmagadoras privadas não devem entrar no mercado

Mesmo com os preços em paridade, é improvável que as esmagadoras privadas entrem no mercado para comprar, com Pequim ainda impondo uma tarifa de 13% sobre a soja norte-americana, contra 3% sobre as cargas brasileiras.

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As esmagadoras privadas chinesas não compraram uma única carga de soja norte-americana na temporada que começou em setembro, preferindo se voltar para o Brasil e a Argentina, disseram os operadores.

As margens de esmagamento no principal centro de processamento da China, em Rizhao, têm sido negativas desde agosto.

Desde dezembro, a Sinograin realizou quatro leilões, vendendo cerca de 2 milhões de toneladas de soja importada das reservas para liberar espaço para as remessas norte-americanas que estão chegando.

Os comerciantes disseram que esperam mais leilões após o feriado do Ano Novo Lunar deste mês.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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