Câmbio

Citi altera posição ‘comprada’ em real com escalada das tensões no Oriente Médio 

03 mar 2026, 15:55 - atualizado em 03 mar 2026, 15:55
Real inflação câmbio pib fiscal dívida
(Imagem: iStock/IltonRogerio)

O Citi alterou a sua posição na moeda brasileira de overweight (acima da média, equivalente à compra) para neutro, em razão das “crescentes tensões geopolíticas”.  

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No último sábado (28), os Estados Unidos e Israel coordenaram ataques ao Irã, que levaram a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. O conflito também resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e rota de escoamento de cerca de um quinto do petróleo no mundo – o que fez o petróleo disparar mais de 15% nos últimos dois pregões.  

Na avaliação do banco, a escalada das tensões e o aumento da volatilidade após o início do conflito “pesaram fortemente” sobre as divisas emergentes, particularmente sobre o real (BRL).  

O Citi ainda afirma que houve um aumento substancial das posições “compradas” em real no primeiro trimestre. “A moeda vinha registrando posição comprada relevante no último trimestre, sustentada pelo carry trade atrativo e por dinâmicas favoráveis em termos de trocas”.  

Esse movimento, de acordo com o banco, tornou a moeda brasileira “mais vulnerável ao recente cenário de aversão a risco”.  

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Nos últimos dois pregões, o real recuou quase 2,8% ante o dólar. No ano, porém, o saldo segue positivo em 3,8% na comparação com a divisa norte-americana.  

Apesar da posição neutra, o Citi continua comprado em real, peso mexicano (MXN) e lira turca (TRY) contra dólar canadense (CAD), franco suíço (CHF) e Baht tailandês (THB) para “capturar o carry das moedas de maior rendimento e posicionamento moderado”.

Postura mais cautelosa do BC 

Os analistas do Citi também consideram que a “surpresa” altista no Índice de Preço de Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), na semana passada, reforça a probabilidade de que o Banco Central (BC) conduza o ciclo de cortes “com cautela”.  

Divulgada na última sexta-feira (27), a prévia da inflação subiu 0,84% no segundo mês do ano, bem acima das expectativas do mercado, de 0,56%. No acumulado dos 12 meses, o IPCA-15 desacelerou de 4,50% para 4,10%. 

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“Esse quadro está alinhado com a expectativa dos nossos economistas”, diz o relatório. O banco espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve marcar o início do ciclo de afrouxamento monetário.

Hoje, a taxa de juros brasileira está a 15% ao ano e uma nova reunião do Copom acontece nos dias 17 e 18 deste mês. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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