Citi eleva Magazine Luiza (MGLU3) e Azzas 2154 (AZZA3) e ações disparam; veja as preferidas do banco no varejo
O Citi realizou alguns ajustes nas recomendações para empresas do varejo que tem sob cobertura, elevando Magazine Luiza (MGLU3) e Azzas 2154 (AZZA3) para compra/alto risco e Natura (NATU3) para neutra/alto risco.
Por outro lado, os analistas do banco rebaixaram Alpargatas (ALPA4) para venda. Mesmo que a companhia conte com uma execução excepcional por parte da administração, o Citi entende que a avaliação e o preço-alvo estão exigentes no momento.
Em um cenário no qual os juros retornem a níveis anteriores, os analistas esperam uma compressão dos múltiplos do setor, especialmente nas empresas mais sensíveis ao prazo (duration).
“Ainda assim, permaneceríamos construtivos em relação a MGLU3 e AZZA3, dadas suas teses sustentadas por fatores específicos das companhias. Em contrapartida, esperamos um potencial de queda relativamente maior para empresas mais alavancadas, como Assaí e Magazine Luiza, cujas avaliações permanecem mais sensíveis a mudanças nos custos de financiamento e nas perspectivas para os juros”, dizem os analistas.
As ações do Magalu e da Azzas operam entre os destaques positivos do Ibovespa (IBOV) no pregão desta segunda-feira (19). Por volta de 16h25 (horário de Brasília), as ações AZZA3 subiam 12,14%, cotadas a R$ 26,24 e MGLU3 avançavam 7,56%, cotadas a R$ 11,95. Acompanhe o tempo real.
Incertezas no horizonte
Um cenário com juros mais baixos ainda está em evolução, mas, diante dos cortes já realizados na Selic, o Citi incorporou algumas mudanças às premissas, assumindo um custo de dívida mais baixo no geral.
No caso do Assaí (ASAI3), por exemplo, os analistas reduziram o custo de dívida de referência para 12,3%, ante 14,8%.
“Embora os fatores técnicos sejam claramente favoráveis, continuamos cautelosos com a possibilidade de pressão adicional sobre a renda disponível dos consumidores, eventual aumento do desemprego e um ambiente de concessão de crédito ainda restritivo”, diz o Citi.
Esse cenário não é favorável ao consumo discricionário de modo geral e deve manter os volumes do Assaí relativamente moderados.
No caso do Magazine Luiza, embora os analistas ainda tenham preocupações sobre o longo prazo, com a dinâmica dos marketplaces, especialmente Mercado Livre e Shopee, a posição como a maior varejista de bens duráveis deve permitir que a companhia capture não apenas a demanda adicional das lojas físicas, mas também os ventos favoráveis do comércio eletrônico por ser um dos maiores vendedores dentro das plataformas de marketplace.
Novos preços-alvo
O Citi estabeleceu novos preços-alvo com novas premissas para o custo de capital.
Os analistas cortaram o custo de capital em aproximadamente 150 pontos-base, em média, explicado principalmente pela queda das taxas de longo prazo no Brasil. Os contratos futuros de CDI para 2035 recuaram cerca de 125 pontos-base diante do novo cenário eleitoral.
Magazine Luiza, Azzas 2154 e Grupo Mateus foram as empresas com as maiores revisões de preço-alvo. Confira a seguir as mudanças:
| Companhia | Preço-alvo antigo (R$) | Preço-alvo novo (R$) |
|---|---|---|
| Alpargatas | 14,00 | 16,00 |
| Assaí | 9,50 | 14,00 |
| Azzas 2154 | 19,00 | 30,00 |
| C&A Brasil | 16,00 | 17,00 |
| Grupo Mateus | 4,00 | 6,00 |
| Lojas Renner | 16,00 | 18,00 |
| Magazine Luiza | 6,00 | 14,00 |
| Natura | 8,00 | sem alteração |
| Riachuelo | 12,50 | 14,00 |
| Smart Fit | 30,00 | 37,00 |
| Petz-Cobasi | 4,80 | 5,30 |
| Vivara | 32,00 | 38,00 |