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Citi retoma cobertura de Odontoprev (ODPV3) e aponta 3 pilares positivos e 1 ponto de atenção na futura SAUD3

08 abr 2026, 14:57 - atualizado em 08 abr 2026, 14:57
odontoprev bradsaude
(Imagem: Seu Dinheiro/Copilot)

O Citi retomou a cobertura de Odontoprev (ODPV3), que em breve terá seu ticker mudado para SAUD3, como parte da operação que criou a Bradsaúde. A recomendação do banco é de compra, com preço-alvo de R$ 19, o que implica em um potencial de alta de cerca de 34% ante o último fechamento.

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Em fevereiro deste ano, o Bradesco anunciou a criação de um conglomerado que reúne todos os seus negócios de saúde, e assim surgiu a Bradsaúde.

A nova companhia nasce a partir de uma reorganização societária que consolida os negócios de saúde na Odontoprev, companhia da qual o banco agora é acionista direto.

A visão otimista do Citi na retomada da cobertura é sustentada por três pilares. O primeiro deles é uma maior prestação de contas e execução mais robusta em todo o ecossistema integrado de saúde do Bradesco, permitindo sinergias comerciais, de custos e fiscais.

Somado a isso, está a expectativa de um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de lucro por ação de +9% entre 2025 e 2027. Esse número pode chegar a +14% considerando a maior opcionalidade de IOC (retorno sobre o capital), que, combinado a dividend yields (rendimento de dividendo) de 9% a 10%, deve proporcionar um carrego atrativo.

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Por fim, a o banco vê uma margem de segurança no valuation da empresa.

Com cerca de 45% dos lucros atrelados a receitas financeiras flutuantes, o Citi pondera que a ação oferece equilíbrio ao portfólio em um cenário de afrouxamento monetário mais moderado.

“O principal ponto de atenção permanece o free float ainda reduzido e o risco remanescente de overhang de uma eventual oferta subsequente (follow-on)”, dizem os analistas.

Como será a Bradsaúde

A concretização do ecossistema Bradsaúde conta com:

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  • A Mediservice, operadora de saúde desde 1987, focada em compartilhamento de rede;
  • A Atlântica Hospitais e Participações, criada em 2021 para investir no desenvolvimento da estrutura médico-hospitalar do país. Conta com mais de 3,6 mil leitos contratados, em operação ou desenvolvimento;
  • A Orizon, responsável pela camada tecnológica e de integração de dados e automação entre operadoras, hospitais e clínicas;
  • A rede Meu Doutor Novamed, com 35 clínicas de atenção primária à saúde;
  • A Croma Oncologia, joint venture com o Fleury (FLRY3) e a Beneficência Portuguesa, focada na jornada completa do paciente oncológico;
  • E a participação de 25% no próprio Grupo Fleury, ampliando a presença em laboratórios e diagnóstico

O objetivo é encerrar a fragmentação das unidades e seus diferentes CNPJs, unificando a operação em uma plataforma integrada.

A companhia surge com R$ 52 bilhões em faturamento, lucro de R$ 3,6 bilhões, ROE (retorno sobre o patrimônio) de 24% e zero alavancagem.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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