Cogna (COGN3) tem lucro de R$ 220 milhões no quarto trimestre
A Cogna (COGN3) registrou lucro líquido de R$ 220 milhões no quarto trimestre de 2025, queda relevante em relação ao lucro de R$ 925,8 milhões no mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (11).
Segundo a companhia, a comparação anual é impactada por efeitos não recorrentes registrados no ano anterior, principalmente reversões de contingências tributárias relacionadas a processos de imposto de renda sobre ágio, anotadas na linha do resultado financeiro.
No acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 625,5 milhões, ante R$ 879,9 milhões em 2024.
A receita líquida atingiu R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre, alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 7,02 bilhões, crescimento de 9,3%.
Segundo a Cogna, o avanço da receita foi impulsionado principalmente pela recuperação das operações de ensino superior e pelo desempenho das unidades de educação básica e conteúdo educacional. “A retomada do crescimento reflete a evolução do portfólio de negócios, com maior eficiência operacional e melhora na experiência do aluno”, afirmou a empresa.
O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente somou R$ 769,1 milhões no quarto trimestre, queda de 2,8% no ano, enquanto a margem Ebitda ficou em 34,9%, queda de 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, a queda da margem Ebitda e da sua margem reflete principalmente uma piora mix de receitas. “O crescimento maior de negócios com margens menores, especialmente no ensino superior presencial, diluiu a margem consolidada”.
Além disso, a Cogna destaca que no 4T24 houve reversão de provisão de contingências de R$ 35 milhões na Kroton. Ao desconsiderar esse efeito, o Ebitda recorrente da unidade teria crescido 3,2% no 4T25.
Foi no resultado financeiro, como mencionado, a maior diferença. A Cogna registrou prejuízo de R$ 179,4 milhões nesta frente, contra saldo positivo de R$ 13,5 milhões um ano antes (quando houve benefícios tributários).
A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 2,8 bilhões, queda de R$ 44,9 milhões na comparação anual, impulsionada pela geração de caixa ao longo do período.
Com isso, a alavancagem (dívida líquida/Ebitda) caiu para 1,21 vez, ante 1,35 vez no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, a redução ocorreu mesmo após importantes alocações de capital no período, incluindo R$ 120 milhões em dividendos, programa de recompra de ações e a aquisição de participação na Vasta.