Com boas perspectivas para este ano, Empiricus recomenda 5 fundos imobiliários para janeiro; confira
A Empiricus Research manteve inalterada sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para o mês de janeiro, preservando cinco ativos na composição.
Em dezembro, o portfólio sugerido pela casa registrou valorização de 3,06%, enquanto o IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores, avançou 3,14%.
No acumulado de 2025, a rentabilidade da seleção alcançou 28,3%, superando o desempenho do indicador, que somou alta de 21,1%.
Considerando os proventos distribuídos pelos fundos escolhidos nos últimos 12 meses, o dividend yield médio da carteira é de 10,6%.
De acordo com a Empiricus, a seleção reúne cinco FIIs de diferentes segmentos e estratégias, com o objetivo de garantir uma diversificação mínima de alocação. Dado o tamanho do portfólio, a casa adota pesos equivalentes, com 20% dos recursos destinados a cada ativo.
Confira as recomendações para janeiro:
| Ticker | Nome | Peso |
|---|---|---|
| KNRI11 | Kinea Renda Imobiliária | 20% |
| BRCO11 | Bresco Logística | 20% |
| KNSC11 | Kinea Securities | 20% |
| PMLL11 | Pátria Malls | 20% |
| RBRR11 | RBR High Grade | 20% |
2026: boas perspectivas
Em relatório, o analista Caio de Araujo, responsável pela carteira, destacou que as cotas dos FIIs seguem sendo negociadas com desconto na B3.
Em alguns setores do IFIX, como shoppings e lajes corporativas, por exemplo, todos os fundos são negociados com P/VP (preço sobre o valor patrimonial) abaixo de 1.
Na avaliação de Araujo, em meio a esse deságio, as perspectivas para os FIIs em 2026 permanecem construtivas, após um ano de recuperação em 2025.
O analista ressaltou que, com a entrada em vigor da lei nº 15.270, que introduziu a taxação sobre renda, lucros e dividendos na fonte, mas manteve os fundos imobiliários fora da base de cálculo, o segmento pode atrair investidores em busca de eficiência tributária.
Da mesma forma, com o início da tributação sobre o aluguel de imóveis físicos para pessoas físicas a partir de 2027, há potencial de migração para o mercado listado, segundo o especialista.
Riscos no radar
Entre os pontos de atenção, a Empiricus avalia ser prudente acompanhar de perto o risco de crédito de devedores e locatários no curto prazo.
Apesar da expectativa de um início de ciclo de queda dos juros, a casa destaca que a taxa Selic segue em patamar restritivo, com impactos sobre a atividade econômica e o nível de endividamento das empresas.
“Embora existam gatilhos positivos no horizonte, é importante não nos deixarmos levar pela euforia observada nos últimos meses. O mercado financeiro costuma ter memória curta e, no caso brasileiro, os ciclos recentes reforçam que choques macroeconômicos, mudanças regulatórias e deteriorações fiscais podem rapidamente alterar o humor dos investidores”, pontuou Araujo.