Money Picks

Com guerra, inflação e recordes na bolsa: onde investir agora? Veja as melhores recomendações no Money Picks

13 abr 2026, 8:00 - atualizado em 13 abr 2026, 8:13
Veja os destaques do Money Picks

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o índice da bolsa brasileira chegou a bater mais um recorde esse ano, superando os 190 mil pontos. Todavia, o cenário segue imprevisível e o mercado acompanha as oscilações.

No Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times trazem as melhores recomendações de bancos e corretoras para a sua carteira de investimento em tempos de conflito e incerteza.

  1. Um investimento “obrigatório”

O fechamento do Estreito de Ormuz elevou as tensões no mercado global, pressionando a cadeia de suprimentos, os preços do petróleo e a inflação.

Esse cenário levanta dúvidas sobre o ritmo de queda de juros no Brasil e o futuro do Ibovespa.

Diante desse “efeito dominó”, cresce a importância de posicionar bem a carteira, de acordo com a Empiricus.

O destaque vai para um novo ETF de commodities brasileiras, que permite exposição diversificada a setores como petróleo, metais e agronegócio.

A tese é que as commodities podem tanto proteger quanto gerar retorno, especialmente em um possível novo ciclo estrutural de alta. Mesmo com o fim da guerra, em algum momento, temos chances de ver um novo ciclo de valorização das commodities, o que pode beneficiar ainda mais quem se posicionar a partir de agora.

A Vivara enfrenta um momento desafiador devido à disparada dos preços do ouro e da prata, que elevam custos e pressionam margens.

A XP Investimentos, o Safra e o Itaú BBA reduziram os preços-alvo da comapanhia, com visões que variam entre cautela e otimismo moderado.

Enquanto alguns especialistas destacam estoques elevados e necessidade de promoções, outras veem resiliência na capacidade de reajustar preços e melhorar a eficiência.

Ainda assim, o cenário depende fortemente do comportamento dos metais, que podem continuar elevados.

Já a Suzano sofreu um forte corte de preço-alvo pelo Bank of America, refletindo um cenário mais difícil para a celulose.

O excesso estrutural de oferta, somado à maior independência da China e à entrada de nova capacidade global, pressiona os preços da commodity e as projeções da companhia.

Apesar disso, a empresa ainda apresenta valuation atrativo e potencial de valorização, mesmo com revisões negativas para receita e lucro.

Por outro lado, a Gerdau surge como uma possível oportunidade.

A ação ficou para trás em relação ao mercado, mas pode se beneficiar da alta dos preços do aço nos Estados Unidos, impulsionados por demanda resiliente e barreiras comerciais.

No Brasil, o cenário ainda é mais fraco, mas possíveis medidas antidumping e venda de ativos podem servir como gatilhos.

Para o Safra, a aposta é que parte desse potencial ainda não está precificada, o que pode abrir espaço para valorização, dependendo do cenário global.

*Com supervisão de

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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