Com guerra, inflação e recordes na bolsa: onde investir agora? Veja as melhores recomendações no Money Picks
Após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o índice da bolsa brasileira chegou a bater mais um recorde esse ano, superando os 190 mil pontos. Todavia, o cenário segue imprevisível e o mercado acompanha as oscilações.
No Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times trazem as melhores recomendações de bancos e corretoras para a sua carteira de investimento em tempos de conflito e incerteza.
- Um investimento “obrigatório”
O fechamento do Estreito de Ormuz elevou as tensões no mercado global, pressionando a cadeia de suprimentos, os preços do petróleo e a inflação.
Esse cenário levanta dúvidas sobre o ritmo de queda de juros no Brasil e o futuro do Ibovespa.
Diante desse “efeito dominó”, cresce a importância de posicionar bem a carteira, de acordo com a Empiricus.
O destaque vai para um novo ETF de commodities brasileiras, que permite exposição diversificada a setores como petróleo, metais e agronegócio.
A tese é que as commodities podem tanto proteger quanto gerar retorno, especialmente em um possível novo ciclo estrutural de alta. Mesmo com o fim da guerra, em algum momento, temos chances de ver um novo ciclo de valorização das commodities, o que pode beneficiar ainda mais quem se posicionar a partir de agora.
A Vivara enfrenta um momento desafiador devido à disparada dos preços do ouro e da prata, que elevam custos e pressionam margens.
A XP Investimentos, o Safra e o Itaú BBA reduziram os preços-alvo da comapanhia, com visões que variam entre cautela e otimismo moderado.
Enquanto alguns especialistas destacam estoques elevados e necessidade de promoções, outras veem resiliência na capacidade de reajustar preços e melhorar a eficiência.
Ainda assim, o cenário depende fortemente do comportamento dos metais, que podem continuar elevados.
Já a Suzano sofreu um forte corte de preço-alvo pelo Bank of America, refletindo um cenário mais difícil para a celulose.
O excesso estrutural de oferta, somado à maior independência da China e à entrada de nova capacidade global, pressiona os preços da commodity e as projeções da companhia.
Apesar disso, a empresa ainda apresenta valuation atrativo e potencial de valorização, mesmo com revisões negativas para receita e lucro.
Por outro lado, a Gerdau surge como uma possível oportunidade.
A ação ficou para trás em relação ao mercado, mas pode se beneficiar da alta dos preços do aço nos Estados Unidos, impulsionados por demanda resiliente e barreiras comerciais.
No Brasil, o cenário ainda é mais fraco, mas possíveis medidas antidumping e venda de ativos podem servir como gatilhos.
Para o Safra, a aposta é que parte desse potencial ainda não está precificada, o que pode abrir espaço para valorização, dependendo do cenário global.
*Com supervisão de