Economia

Comércio global deve desacelerar e enfrentar protecionismo em 2026, aponta UNCTAD

16 jan 2026, 6:16 - atualizado em 16 jan 2026, 6:16
brasil exportações
(Foto: Ministério da Agricultura)

O comércio mundial encerrou 2025 batendo um recorde histórico: as trocas globais somaram mais de US$ 35 trilhões, alta de 7% sobre 2024, de acordo com o primeiro balanço anual da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês).

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O bom desempenho, contudo, não deve se repetir. A entidade projeta que, em 2026, o crescimento das trocas internacionais continuará positivo, mas em ritmo significativamente menor, refletindo um cenário econômico mais frágil e fragmentado.

A UNCTAD prevê expansão de apenas 2,6% para o PIB mundial tanto em 2025 quanto em 2026, patamar considerado anêmico mesmo diante do potencial ganho de produtividade gerado pela inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, a economia deve esfriar de 1,8% para 1,5% em 2026; na China, a desaceleração vai de 5% para 4,6%. A Europa, ainda que conte com estímulos fiscais pontuais – como os anunciados pela Alemanha -, deverá exibir demanda modesta.

O resultado é um ambiente de menor apetite por importações, condições financeiras mais apertadas e maior exposição a choques nos países emergentes.

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Paralelamente, quatro forças estão redesenhando os fluxos comerciais: o avanço do protecionismo, a reorganização das cadeias de suprimentos, a corrida pelas transições digital e verde e regras nacionais cada vez mais rígidas. Esse quadro eleva incertezas e custos, reduzindo o horizonte de planejamento de empresas e governos.

Para os países em desenvolvimento (excluída a China), o crescimento projetado recua de 4,3% em 2025 para 4,2% em 2026, sinal de que o vento externo deixou de soprar a favor. Diante desse contexto, a UNCTAD recomenda reforçar a integração regional, aproveitar nichos do comércio digital e adotar políticas industriais focadas em resiliência.

Sem tais medidas, adverte a entidade, o esfriamento do ciclo global pode estagnar investimentos, emprego e renda, especialmente nas economias mais vulneráveis.

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