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Como escolher um bom fundo imobiliário para se investir? Veja cinco dicas

30/01/2020 - 13:10
Levantamento aponta cinco fatores de decisão na escolha do ativo (Imagem: Unsplash/@serjosoza)

Ao pesquisar por investimentos, indivíduos dividem-se entre ativos de renda fixa e de renda variável, com a cabeça no equilíbrio entre risco e retorno.

Em outras palavras, a velha máxima de “não colocar todos os ovos na mesma cesta” vale para o mundo dos investimentos e para a vida como um todo.

Desta forma, no meio do caminho, existem os fundos imobiliários – com menor volatilidade do que as ações e maior retorno potencial que os títulos do Tesouro Direto.

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No entanto, a seguinte questão aparece: como escolher um bom fundo imobiliário?

Localização

Na procura pela resposta, o Money Times levantou cinco pontos para se atentar na escolha do melhor fundo imobiliário.

O primeiro refere-se à localização. Na comparação com a compra de um imóvel, o bairro em que se situa o empreendimento é extremamente importante, pois deve-se notar se a região possui potencial para se tornar uma localidade melhor e, consequentemente, o aprimoramento refletir nos preços dos aluguéis.

Como exemplo, existem fundos imobiliários com empreendimentos em regiões nobres de São Paulo e Rio de Janeiro, estas naturalmente com excesso de demanda em relação a oferta.

Regiões nobres tendem a ter excesso de demanda (Imagem: Gustavo Kahil/Money Times)

Vacância

Por sua vez, o segundo ponto se correlaciona com o primeiro: a taxa de vacância.

Locais com baixa taxa de vacância indicam excesso de demanda em relação a oferta, ou seja, um indicativo de reajuste ascendente no vencimento dos contratos dos aluguéis.

Já regiões com alta taxa de vacância devem ser analisadas de forma mais cuidadosa, no intuito de verificar se a baixa taxa de ocupação é um fator intrínseco ao bairro ou se é algo momentâneo.

São Paulo Paulista Imóveis Fundos Imobiliários
Taxa de vacância serve como termômetro do mercado (Imagem: Money Times/Gustavo Kahil)

Gestora e histórico

O terceiro ponto reside na escolha da gestora do fundo imobiliário.

Existem diversas instituições que gerem fundos imobiliários e a decisão de quem vai ser responsável pelo seu dinheiro é muito importante.

Se o primeiro ponto se relaciona com o segundo, o quarto ponto é um indicativo do terceiro: o histórico de rendimentos.

Apesar da máxima de que “ganhos passados não indicam retornos no futuro”, instituições com histórico positivo tendem a mostrar performance superior, por já terem provado seu valor no mercado.

Instituições com histórico positivo já provaram seu valor no mercado (Imagem: Unsplash/@jonfinlay)

Desconto

Por fim, o último ponto a se atentar é a relação P/VA (Preço sobre Valor Patrimonial).

Com este múltiplo, é possível perceber distorções existentes no mercado entre quanto o imóvel vale no papel e quanto o mercado o avalia.

Desta forma, existem fundos imobiliários descontados pelo mercado, com potencial de alta nos próximos meses, sendo muitas vezes simplesmente subavaliados pela característica inerente ao mercado de ser ineficiente, tendo em vista a irracionalidade dos agentes.

Ou, na comparação com o futebol, existem jogadores outrora desacreditados e hoje titulares em grandes equipes do país.

Última atualização por Valter Outeiro da Silveira - 30/01/2020 - 13:10