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Compras de equipamento militar aceleram antes de eleição nos EUA

23/10/2020 - 17:34
Não faz muito tempo – talvez uma geração – que se vestir para uma guerra era coisa de veterano que nunca conseguiu superar o Vietnã (Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O conflito está nas ruas em 2020 nos Estados Unidos, e o “vestuário tático” se tornou um segmento de estilo de vida, que serve agentes militarizados de segurança e pistoleiros freelancers que os imitam. A menos de duas semanas antes das eleições presidenciais no país, os pedidos aceleram.

Desde o ano passado, as compras online multiplicaram por 20 para produtos como a máscara de gás CM-6M, que custa US$ 220, fabricada pela Mira Safety, com sede em Austin, Texas.

“Não importa quem for eleito”, disse o fundador Roman Zrazhevskiy sobre seus novos clientes. “Eles pensam que não importa quem ganhe, Biden ou Trump, haverá pessoas que ficarão decepcionadas com o resultado.”

Não faz muito tempo – talvez uma geração – que se vestir para uma guerra era coisa de veterano que nunca conseguiu superar o Vietnã ou para os jovens furiosos obcecados por máscaras de gás e botas de combate.

Uma mudança ficou evidente com os protestos do movimento Black Lives Matter há alguns meses e ressentimento devido aos lockdowns da pandemia.

Agora os equipamentos estão por toda parte, de seguidores antifa vestidos de camuflagem a extremistas de direita que foram ao Capitólio de Michigan, mesmo depois que homens foram presos em um complô para sequestrar a governadora Gretchen Whitmer.

Em alguns cenários de distritos afastados do centro e rurais, agora esses equipamentos fazem parte do uso diário. Uma rede de varejo chamada 5.11 Tactical, cujas raízes remontam a um amigo dos filhos adultos do presidente Donald Trump, tenta transformar o estilo de sobrevivência em uma marca nacional da moda.

A empresa acumula vendas anuais de quase US$ 400 milhões com lojas em locais como Tulsa, Oklahoma, e em El Paso, Texas, onde está a base militar Fort Bliss. Em todo o país, as vendas de armas e munições também aumentaram.

“É uma evidência do que muitas pessoas mostraram preocupação nos últimos seis meses: o estresse associado à pandemia, a frustração ou raiva sobre vários esforços de mitigação do governo e a crença de que esses esforços estão infringindo suas liberdades individuais”, disse Elizabeth Neumann, ex-secretária assistente para prevenção de ameaças no Departamento de Segurança Interna.

O equipamento tático fala “de uma forma de patriotismo militarista, uma maneira de eles encontrarem suas identidades”, disse Neumann, que renunciou neste ano devido ao que descreveu como o fracasso do governo Trump em lidar com as ameaças internas.

Metade dos pedidos da Gladiator Solutions vem de civis, uma grande mudança em relação aos anos em que os departamentos de segurança eram os principais clientes, disse Matt Materazo, fundador da empresa de Danville, Califórnia.

“Vimos um grande aumento vindo de Nova York, Nova Jersey, Illinois – não apenas desses estados, mas de Chicago, Manhattan, Queens e São Francisco”, disse. “Nunca havíamos feito negócios com pessoas de São Francisco.”

Seu produto mais vendido é uma placa de blindagem de US$ 220 para resistir a balas disparadas de um AK-47.

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Última atualização por Vitória Fernandes - 23/10/2020 - 17:34