Política

Confirmado como vice de Lula, Alckmin diz que ajuste fiscal em 2027 vai ser discutido em plano de governo

02 abr 2026, 6:55 - atualizado em 02 abr 2026, 6:55
Geraldo Alckmin
Geraldo Alckmin disse que juros e política monetária estão descalibrados (REUTERS/Ueslei Marcelino)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que uma nova administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai avançar em um ajuste fiscal em 2027. Em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quinta-feira (2), Alckmin afirmou que o programa de governo da chapa da situação vai avançar no tema.

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“Eu entendo que ajuste se faz no primeiro ano. Agora, esse é um tema em que o presidente Lula, no programa de governo, vai avançar, vai estudar”, afirmou Alckmin.

Para o vice-presidente, os juros e a política monetária estão descalibrados e são mais “premente” para serem atacados em um próximo governo.

“Demos um passo muito importante na questão da reforma tributária. Já avançamos na questão fiscal. Nós estamos discutindo hoje zero ou 0,5% de superávit primário. É bom lembrar que, em 2020, o Brasil teve quase 10% de déficit primário”, disse o pessebista ao responder que as eleições deste ano vão servir para comparar o governo atual com o anterior.

Sobre eventual fim da “taxa das blusinhas”, Alckmin afirmou que não está sabendo de qualquer discussão dentro do governo, mas disse que a taxação defende a indústria brasileira.

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“É importante destacar que o imposto federal é 20% e o dos Estados, 18% em média. É ainda muito menor do que o imposto de quem fabrica no Brasil. Uma das razões de Estado é garantir a lealdade concorrencial, garantir que as pessoas concorram em igualdade de condições”.

Na entrevista, o ex-governador de São Paulo revelou que a chapa Lula/Alckmin já conta com oito partidos encaminhados, em discussão que é liderada pelo presidente do PT, Edinho Silva.

“Queremos fazer uma frente grande. O presidente do PT, Edinho Silva, está fazendo essa conversa partidária. Eu diria que já tem uns oito mais ou menos encaminhados. Mas o Brasil é um país continental, com realidades totalmente diferentes. Em uma região o partido é mais próximo de um, na outra, mais próximo de outro”.

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Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
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