Internacional

Congresso dos EUA vê chances da Argentina dar o décimo calote de sua história, diz relatório

10 jan 2026, 10:47 - atualizado em 10 jan 2026, 11:12
Javier Milei presidente eleito futuro Argentina propostas recuos flexibilização revisão Mercosul Lula China dolarização
(Imagem: Facebook/ Javier Milei)

Congresso dos Estados Unidos publicou um relatório no fim de 2025 sinalizando a possibilidade do calote da dívida externa da Argentina 

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O documento fazia parte da avaliação do governo norte-americano envolvendo o auxílio de US$ 20 bilhões do Tesouro dos EUA para o país, no fim do ano passado. O swap cambial foi pago recentemente pelo país, não sem antes gerar um intenso debate entre os congressistas.  

“Com o peso oscilando próximo ao piso da banda cambial e os pagamentos da dívida do governo programados para aumentar nos próximos três anos, a administração Milei pode enfrentar obstáculos adicionais para implementar reformas econômicas”, diz o relatório.  

Em 2026, a Argentina deve pagar algo em torno de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros credores privados. Para 2027 e 2028, os pagamentos projetados estão em US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente.  

“Caso o governo Milei se veja sem reservas cambiais suficientes para honrar pagamentos da dívida e sustentar os objetivos da política cambial, provavelmente enfrentará decisões difíceis, como optar por um décimo calote da dívida ou permitir maior flexibilidade no valor do peso”, diz o relatório. 

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Problemas da Argentina

Apesar de colher frutos de um forte ajuste fiscal, a Argentina ainda pena em conseguir acumular reservas internacionais. Leia a análise do balanço do ano do país aqui 

A principal fonte de moeda estrangeira da Argentina, de acordo com o relatório, é o saldo remanescente de sua linha de swap cambial com os Estados Unidos. 

As reservas internacionais do Banco Central da Argentina (BCRA) são, em grande parte, compensados por passivos também em moeda estrangeira, e o país não possui um forte superávit comercial capaz de gerar entradas significativas de divisas. 

“Em um cenário como esse, o governo poderia buscar apoio financeiro adicional dos Estados Unidos, do FMI ou de outros credores oficiais. As perspectivas de obtenção desse apoio são incertas”, conclui o relatório.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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