Construtoras caem em bloco na bolsa nesta sexta-feira (27); o que aconteceu?
As empresas do setor de construção operam em queda nesta sexta-feira (27). Apesar de o mercado de renda variável como todo estar no negativo, o combo IPCA-15 acima da expectativa e a suspenção de alvarás de construção de novos prédios pela justiça pesam para as ações das construtoras.
Plano&Plano (PLPL3) liderava as perdas do setor com uma queda de 1,82%, Cury (CURY3) perdia 1,80%, logo em seguida estava a Direcional (DIRR3) com perda de 1,75%. Na sequência, apareciam Cyrela (CYRE3) com recuo de 1,74% e MRV (MRVE3) com recuo de 1,73% e Tenda (TEND3), com 1,57%.
O Índice Imobiliário (IMOB), que reúne os papéis das empresas do setor imobiliário, caía 1,43% nesta tarde, por volta das 15h30. O Ibovespa por sua vez recuava 0,81%.
O recuo reflete o desconforto do mercado com os dados da prévia da inflação, que subiu 0,84% em fevereiro, bem acima do esperado pelo mercado. Os números acenderam um sinal de alerta e colocou em xeque a velocidade do ciclo de queda da Selic já esperada para a próxima reunião de março. A grande maioria projetava uma queda de 0,50 pontos percentuais, agora, economistas já enxergam que a chance de um movimento mais contido seja mais possível.
Porém, outro fator se soma às expectativas frustradas do IPCA-15. Segundo analistas, uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que determinou a suspensão da concessão de novos alvarás para construção de prédios e demolições na capital paulista também poderiam estar pressionando as ações hoje.
O foco da ação é uma mudança na Lei de Zoneamento de 2024, que ampliou o potencial construtivo em algumas áreas da cidade.
A decisão do órgão especial do TJ-SP suspende temporariamente atos administrativos e processos relacionados a demolições, autorizações para novos projetos e supressões de vegetação.