Commodities

Consumo de petróleo dos EUA e Rússia deve diminuir em 26 milhões de barris na semana

30 mar 2020, 8:24 - atualizado em 30 mar 2020, 8:24
CNPC Petróleo
Foram anunciados cortes de produção em poços de pelo menos 900 mil barris por dia, mas o número real deve ser maior e aumentar a cada hora (Imagem: Facebook/CNPC)

A demanda por petróleo encolhe em ritmo mais rápido do que o previsto, e a produção no interior dos Estados Unidos, Rússia e Canadá é mais vulnerável a esse novo quadro, segundo o Goldman Sachs.

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O consumo deve cair 25% ou 26 milhões de barris nesta semana. As medidas de distanciamento social para conter o coronavírus agora afetam 92% do PIB global, disseram analistas da equipe do Goldman, como Jeff Currie e Damien Courvalin, em relatório.

Foram anunciados cortes de produção em poços de pelo menos 900 mil barris por dia, mas o número real deve ser maior e aumentar a cada hora, disseram.

“A magnitude final dessas paralisações, que ainda é desconhecida, deve alterar permanentemente o setor de energia e sua geopolítica”, disseram os analistas.

Os preços do petróleo do interior começam a entrar em território negativo e podem criar um choque inflacionário associado à oferta, porque muita produção será interrompida, disseram.

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O petróleo tipo Brent deve permanecer na casa dos US$ 20 o barril com picos temporários de queda, já que as variedades litorâneas estão melhor posicionadas em comparação com o petróleo produzido no interior dos EUA, Canadá e Rússia, que são transportados em oleodutos, disse Goldman.

As paralisações não se basearão na localização dos poços na curva de custos, mas na logística e no acesso, segundo o relatório.

A atual crise do petróleo fará com que o setor de energia finalmente conduza a reestruturação de que tanto necessita, embora a iniciativa para a descarbonização vinda do mercado de capitais possa prejudicar o amplo investimento necessário para uma recuperação, segundo os analistas.

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