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Afinal, AliExpress, Shein e Shopee vão ser taxadas? Analista recomenda ações de varejistas que não estão ‘nem aí’ para a ‘taxa das blusinhas’

06 jun 2024, 18:00 - atualizado em 06 jun 2024, 16:39
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Segundo analista, é necessário muita seletividade para investir no varejo no cenário atual; veja duas ações que não dependem da aprovação da ‘taxa das blusinhas’ para performar bem (Imagem: Shein)

A taxação em 20% das compras de até US$ 50 em plataformas internacionais, como AliExpress, Shein e Shopee, tem sido uma das principais pautas do noticiário econômico e político nas últimas semanas. 

Após ser aprovada na Câmara na última semana e no Senado na quarta-feira (5), a proposta agora vai para sanção presidencial e, segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deve ser aprovada por Lula.

Contra a aprovação, pesa a impopularidade da taxação, que preocupa o governo Lula. Vale destacar que, segundo a pesquisa Quaest divulgada em 8 de maio, 47% da população desaprova o trabalho de Lula – maior número desde que ele assumiu a presidência, no início de 2023. 

Por outro lado, pesam a favor da taxação a necessidade de maior arrecadação do governo federal e a pressão da indústria por maior equidade nas tributações.

O CEO das Lojas Renner (LREN3), Fabio Facio, defendeu que o “correto seria uma taxação de 45% a 60% no imposto federal e entre 22% e 25% no estadual”.

“Estamos fomentando o crescimento de empresas e países asiáticos e quebrando o nosso país”, afirmou em entrevista ao Neo Feed. O executivo disse, ainda, que a briga não é “para aumentar impostos, mas para ter impostos iguais”.

De fato, as companhias mais prejudicadas pela isenção do imposto federal para as compras de até US$ 50 são as “varejistas que atendem da classe B- para baixo”, explicou a analista Larissa Quaresma, da Empiricus.

Dentre as companhias listadas em bolsa, Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), são exemplos de empresas que se beneficiariam da taxação.

Vale a pena comprar as ações das varejistas pensando na ‘taxa das blusinhas’?

Segundo Larissa, apesar de beneficiar “na margem” essas varejistas, a “taxa das blusinhas” não é transformacional para nenhuma dessas companhias

A analista afirma ainda que, caso uma varejista dependa exclusivamente dessa aprovação para sobreviver, é porque “talvez seja um modelo de negócio que não se sustenta e precisa de algum tipo de reinvenção”.

“A competição dos importados é real e ela não vai deixar de acontecer por causa da taxação. A invasão dos produtos chineses é uma realidade no mundo inteiro, não só no Brasil. Então, esse é um novo cenário competitivo ao qual as empresas precisam se adaptar mesmo com a taxação.

Logo, o investidor deve buscar ações de varejistas que não sejam tão afetadas pelo imbróglio envolvendo o projeto de lei.

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Quais ações de varejistas comprar? 

Por isso, neste momento, a analista recomenda que o investidor olhe duas características fundamentais ao investir em varejistas:

  • Empresas de alta qualidade; e
  • Que tem motores próprios de geração de valor.

“São empresas que dependem menos de fatores externos porque são pouco alavancadas (endividadas) e sempre entregaram crescimento, independente do ciclo da economia”.

Para a analista, essas características são ainda mais fundamentais no cenário atual, em que o consumo doméstico não tem evoluído de forma óbvia e a Selic não deve cair tanto quanto o esperado. “Estamos ainda mais seletivos para o setor do varejo”, afirma.

Por conta do cenário delicado, a analista recomendou apenas duas varejistas na carteira das melhores ações para comprar em junho.

  • Uma destas ações é voltada para o público de alta renda e tem posição de liderança no varejo de moda das classes A e B;
  • A outra recomendação da analista é o maior player de varejo esportivo do país. Desde setembro de 2023, as ações desta companhia saltaram quase 90% – e na visão de Larissa, tem espaço para muito mais.

São ações que não dependem da “taxa das blusinhas” para performar bem e, segundo cálculos da analista, estão sendo negociadas a preços abaixo do que valem – ou seja, podem trazer bons lucros aos investidores com a valorização dos papéis.

Como mencionado, estas empresas estão na carteira das 10 melhores ações para investir agora, elaborada pela Empiricus Research, casa de análise do Grupo BTG Pactual.

Mas antes de investir nas duas empresas, recomendo que você leia o relatório gratuito com as teses, as métricas e indicadores destas companhias. 

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Todos os meses, os analistas da Empiricus Research reúnem as 10 melhores ações para investir e colocam em um relatório completo com teses e indicadores.

Estas duas varejistas citadas estão entre elas. E você pode conferir a tese não só nelas, mas também nas outras 8 ações da carteira neste relatório que foi liberado como cortesia.

Desta maneira, os investidores mais experientes podem conhecer 10 ações em ótimo ponto de entrada, com as teses e indicadores, e assim decidir aquelas que mais fazem sentido para o seu portfólio atual.

Já os investidores iniciantes podem replicar a carteira recomendada para montar seu portfólio de ações com base nas recomendações dos analistas da maior casa de análise financeira independente do Brasil. 

Este é um daqueles casos que os investidores têm muito a ganhar e nada a perder. 

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Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Já trabalhou para o Money Times, Seu Dinheiro e Jornal da PUC, além de colaborar no UOL e Projeto #Colabora. Atualmente é Produtor de Conteúdo na Empiricus.
Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Já trabalhou para o Money Times, Seu Dinheiro e Jornal da PUC, além de colaborar no UOL e Projeto #Colabora. Atualmente é Produtor de Conteúdo na Empiricus.