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Bitcoin: afinal, criptomoeda é dinheiro de verdade ou ilusão?

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(Imagem: Pixabay/ Pete Linforth)

Num dia qualquer, talvez hoje mesmo, você checa os e-mails de trabalho antes da próxima reunião pelo Zoom, enquanto alinha os últimos detalhes do projeto com os colegas, via Skype. Como está em home office, entra no aplicativo de delivery, em seu smartphone, para pedir o almoço e se distrai, por um instante, com as mensagens de amigos.

Curte uma foto bacana no Instagram e se lembra de pagar uma conta pelo internet banking. À noite, para relaxar, joga algumas horas de Fortnite, antes de assistir ao show de seu DJ favorito ali mesmo no game online, em companhia dos avatares de seus amigos.

Soa familiar para você? Sim, era de se esperar. Afinal, este é o mundo em que você nasceu, cresceu, vive, trabalha, se diverte e interage com sua turma: o mundo virtual. Só percebemos o quanto estamos imersos nele, quando, por algum motivo, nos desplugamos – seja porque a internet caiu, ou porque o smartphone perdeu o sinal da rede.

Avançamos tanto, na digitalização da nossa vida, que era natural que a economia também migrasse para lá. E, agora, damos um passo decisivo nesta jornada: a digitalização do dinheiro, com a criação das criptomoedas e dos criptoativos. Sim, você já ouviu falar do Bitcoin, a primeira e mais famosa criptomoeda.

Parece ficção, mas não é

Mas, afinal, criptomoedas, como o Bitcoin, são dinheiro de verdade ou apenas uma ilusão? Vale a pena investir em algo que soa como ficção científica, ou se trata do próximo e inevitável passo do mercado? Virtual, digital… para sermos justos, a melhor resposta é que o Bitcoin e as criptomoedas em geral podem ser definidas, com mais precisão, como o dinheiro do futuro. Um futuro que já começou e está à sua disposição, seja para realizar transações, seja para investir em um ativo mais resistente às crises.

Há alguns motivos para isso. Primeiro, porque as criptomoedas, como o Bitcoin, são o estado da arte do que há de mais avançado em ciência da computação. Seus protocolos de segurança e mecanismos de validação de transações criam um ambiente seguro para quem as utiliza.

O Bitcoin foi criado com uma intenção revolucionária: permitir transações diretamente entre as pessoas, sem intermediários financeiros, em qualquer lugar do mundo, por meio de uma rede ponto a ponto (P2P), como o bom e velho protocolo BitTorrent.

Assim, transferir dinheiro se torna tão simples e barato, quanto enviar uma mensagem para um amigo pelo celular, facilitando transações de compra e venda de bens e serviços, e reduzindo o impacto de variações cambiais, entre outras vantagens.

Esse é o espírito que guia o Bitcoin e todas as criptomoedas. E não é por acaso que elas têm esse prefixo “cripto”. Todas utilizam criptografia, aumentando a segurança do sistema, dos negócios e dos usuários.

Bitcoin, criptomoeda, criptoativo
(Imagem: Pixabay/ Pete Linforth)

As criptomoedas são disruptivas por outro motivo: a tecnologia blockchain. Trata-se de um modo de registrar todas as transações realizadas com criptomoedas, bem como a emissão das própria moedas. Cada transação precisa ser validada por todos os membros da rede, por meio da solução de intrincados problemas matemáticos.

Só então, a transação é registrada no “livro-caixa” do sistema, o blockchain. E mais: como cada bloco de transações é encadeado no anterior, é impossível adulterar uma negociação, sem mexer em todas as demais. Assim, qualquer tentativa de fraudar o sistema é automaticamente rejeitada pelos participantes.

“Ouro digital”

Mas, assim como investimos em moedas “reais”, como o dólar, à espera de que se valorizem, o Bitcoin não serve apenas para realizar operações de pagamento no mundo digital. Ele também é, em si, um ativo – ou, para sermos mais exatos, um criptoativo. Assim, é possível também tê-lo como um investimento.

Os especialistas afirmam que, pelas suas características, é mais correto encarar o bitcoin como o “ouro digital”. Isto porque, assim como o metal precioso, a criptomoeda serve como reserva de valor e é antifrágil, isto é, resiste muito bem a crises que corroem outros tipos de ativos, como ações, cotas de fundos imobiliários etc.

Bitcoin e ouro
(Imagem: Unsplash/ Aleksi Räisä)

Uma razão para isso é que, tal como o ouro, o bitcoin foi criado para ser um bem escasso. Seu inventor, o lendário Satoshi Nakamoto (que, para alguns, é o pseudônimo de alguém e, para outros, um nome que representa um grupo de programadores), determinou que haveria um limite para o número de bitcoins existentes: 21 milhões.

O objetivo é evitar que a moeda perca valor, por meio da emissão infinita de bitcoins. Atualmente, há cerca de 18 milhões de bitcoins em circulação. Estima-se que o limite imposto por Satoshi seja atingido por volta do ano de 2100. Os bitcoins são criados, sempre que os mineradores validam uma transação.

Isto porque, para recompensar seus esforços por empregar seu computador, sua energia elétrica, seu tempo e outros recursos na solução de problemas matemáticos complexos (a única forma de validar uma transação feita com criptomoedas), o minerador recebe bitcoins. Parte é representada por uma comissão sobre o valor da transação. Outra parte é criada pelo sistema, como recompensa.

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(Imagem: Unsplash/ Icons8 Team)

Mas, para que a moeda virtual não perca valor, a cada quatro anos, ocorre o maior e mais esperado fenômeno do bitcoin – o halving. O último, aliás, ocorreu neste ano. Trata-se de um ajuste automático do sistema, em que a recompensa por minerar transações é reduzida.

“Safe haven”

No limite, lá por 2100, quando os 21 milhões de bitcoins forem, enfim, alcançados, os mineradores serão recompensados apenas com a comissão paga pelos envolvidos numa transação. Assim, os bitcoins são vistos, cada vez mais, como um ativo para preservar valor.

Bitcoin
(Imagem: Pixabay/ Gerd Altmann)

Um exemplo prático de sua resiliência é o que os mercados vivem atualmente, diante do impacto econômico da pandemia de coronavírus. Enquanto ativos tradicionais derreteram, deixando os investidores no prejuízo, apenas o ouro e o bitcoin se valorizaram desde o início da crise. É por isso que os especialistas afirmam que um dos principais fundamentos da criptomoeda é ser um “safe haven”, isto é, um porto seguro.

É claro que, como todo ativo, sua cotação flutua de acordo com a oferta e a demanda e há momentos de mais ou menos volatilidade. O halving costuma ser decisivo para a precificação do bitcoin. Depois do halving de 2016, o bitcoin se valorizou rapidamente, atingindo a maior cotação da história (All Time High, ou ATH) em dezembro de 2017 – quase US$ 20 mil. A partir daí, seu valor recuou, mas, ainda assim, seu desempenho continua superior ao de investimentos tradicionais.

Você pode investir e realizar transações com bitcoins sem burocracia, por meio de plataformas especializadas. As carteiras, também conhecidas como wallets, são softwares que permitem ao usuário comprar, vender, guardar e enviar bitcoins e outras criptomoedas.

Se quiser saber mais, confira a carteira da Ripio, fundada há sete anos e com mais de 450 mil usuários.