Inteligência artificial: Quais empresas vão vencer essa corrida? Flávio Vegas, da Global X ETFs, revela suas ‘apostas’
O desenvolvimento da inteligência artificial (IA) generativa está levando inovações para diferentes setores da economia. Ao mesmo tempo, fica mais fácil o caminho para investidores adicionarem companhias do setor às suas carteiras, mesmo que elas estejam nos Estados Unidos (EUA) ou na China.
Para isso, no entanto, é preciso ter discernimento: afinal, quais são as empresas vencedoras da corrida da inteligência artificial? Afinal, é nessas que o investidor precisa estar de olho agora.
Esse foi o tema de um dos painéis do Imersão Money Times, evento dedicado a discussões sobre a corrida da IA e como investir nesse cenário. Um dos convidados foi Flávio Vegas, especialista em produtos da Global X, gestora especializada em ETFs (exchanged traded funds, fundos de índice negociados em bolsa) com temas disruptivos e fora do convencional
Durante sua participação no evento, Flávio falou sobre estudos relacionados ao tema que a empresa faz para seus clientes.
Em um deles, foram identificados os setores que já colhem benefícios práticos do avanço da IA generativa. Um exemplo é a área da saúde, onde a IA foi unida à robótica. “Já existem robôs que fazem cirurgias ou auxiliam médicos a realizarem procedimentos muito mais rápido e com tempo mais curto de recuperação para o paciente, que também fica com cicatrizes menores.”
O especialista ainda citou a área de defesa, onde a inteligência artificial é utilizada em máquinas como drones, radares e softwares de reconhecimento.
“Todas essas coisas ainda serão muito mais exploradas”, afirmou falando sobre o potencial de crescimento da tecnologia.
As commodities da IA
O boom da IA gera ganhos e necessidade de investimentos que vão além do desenvolvimento da tecnologia em si. Vegas destaca que infraestrutura e matéria-prima também trilham esse caminho.
Ele explicou que o crescimento dos data-centers para receber todo o processamento da inteligência artificial gera ganhos até em fundos imobiliários (FIIs) expostos ao setor – algo já visto em REITs, os FIIs dos Estados Unidos.
Além disso, certas commodities também podem se beneficiar desse processo. Isso porque, se há expansão de lugares e máquinas para rodar programas de IA, também existe a necessidade de energia elétrica – e ela é gigantesca.
Para lidar com toda a demanda, empresas que desenvolvem IA têm se voltado à energia nuclear. É nesse ponto que entra o investimento em urânio, uma commodity que tende a se beneficiar no cenário atual, de acordo com Vegas.
O profissional da Global X também destacou a prata, metal utilizado em semicondutores e baterias, inclusive de carros elétricos. Dessa forma, a commodity se beneficia de dois avanços diferentes – da IA e dos veículos com algum nível de eletrificação.
De olho nessas oportunidades, a Global X oferece ETFs temáticos dedicados a setores como a própria IA, além da mineração de urânio e prata.
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Investimentos diante do temor de uma bolha
A possibilidade de uma bolha nas empresas de IA é algo comumente debatido entre investidores. Na visão de Vegas, o que acaba chamando a atenção das pessoas é o tamanho dos investimentos feitos nas maiores empresas de IA, algo que está frequentemente no noticiário.
Porém, ainda serão feitos muito mais aportes, e não só nessas companhias, mas também em energia e das commodities, como citado anteriormente.
Além disso, diferentes empresas e setores têm começado a encontrar aplicações práticas para a inteligência artificial, como saúde e defesa. É esse ponto que trará ganhos relevantes atrelados à tecnologia. Em resumo, “ainda estamos no início, tem muito o que ser feito”.
Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research que também participou do evento, apontou ainda que as 7 magníficas (as maiores empresas de tecnologia dos EUA) “não podem se dar ao luxo de investir menos agora”. Afinal, se uma fizer isso, será ultrapassada pelas outras.
Ele acrescentou que os valuations das empresas ligadas à IA são bem mais baixos hoje do que era visto na bolha das empresas ponto com, na virada do século – um fato histórico comumente citado em discussões sobre a possível bolha na inteligência artificial.
Flávio Vegas explicou que clientes da Global X têm encontrado um caminho para investir no boom atual, mesmo sentindo temores em relação aos ricos do mercado. A solução está na diversificação com ETFs ligados à infraestrutura do setor e às commodities necessárias.
O especialista aproveitou para destacar a importância do longo prazo, afinal, os melhores resultados não devem chegar rápido. Como exemplo, ele citou que faz essa indicação para quem investe no ETF de IA da gestora. “Você tem que pensar em cinco, dez anos.”
Como equilibrar as alocações em IA na carteira
Durante sua participação no evento, Vegas ainda deu sugestões para a composição da carteira. Em sua visão, quem já tem um portfólio relativamente estruturado, junto a um perfil arrojado, pode alocar cerca de 10% ativos em ETFs temáticos, como nos exemplos citados de IA, urânio e prata. “É aquela pimentinha”, brincou.
É importante destacar que as alocações precisam ser decididas com ajuda profissional. “Depende muito da composição dos outros 90% da carteira.”
Vegas ainda destacou que ETFs de commodities da Global X têm uma grande descorrelação com os índices norte-americanos S&P 500 e Nasdaq.
“Os fundos de prata e urânio têm uma volatilidade pouco maior que outros, mas como tendem a ficar descorrelacionados do restante do portfólio, o investimento neles pode reduzir o risco geral da carteira.”
Investir em IA por meio de um ETF
ETFs são ativos negociados no pregão da bolsa, assim como as ações, uma característica que concede praticidade e liquidez aos investidores.
Além disso, esses ativos podem ser formados por cotas de companhias de todo o mundo, o que torna mais fácil a diversificação para o investidor pessoa física. Como lembra Vegas, “não temos empresas de IA no Ibovespa”, mas é possível acessar essa tese na bolsa por meio de ETFs.
A Global X oferece um ETF dedicado a companhias que desenvolvem inteligência artificial, o BAIQ39. O portfólio é composto por 85 empresas que obtêm ao menos 30% de suas receitas a partir da tecnologia. São nomes de diferentes partes do mundo, como EUA, Europa e China.
“Se, por exemplo, uma pessoa acredita que os chineses vão vencer a corrida da IA, e ela acerta, as companhias desse país vão crescer e ter um peso cada vez maior dentro do ETF. Assim, esse investidor poderá aproveitar os ganhos e ter uma exposição cada vez maior à inteligência artificial chinesa.”
Quando falamos em inteligência artificial, é fundamental considerar toda a infraestrutura que sustenta seu funcionamento e expansão, como investimentos em data centers, cibersegurança e computação em nuvem, entre outros pilares diretamente ligados e essenciais para o avanço da tecnologia. A boa notícia é que a gestora também oferece ETFs que permitem aos investidores acessar esses temas de forma prática e diversificada.
Com sede em Nova York e filial no Brasil, a Global X ETFs é uma das maiores gestoras em investimentos temáticos do mundo. Fundada em 2008, a Global X tem a missão de ouvir e orientar os seus clientes a investirem, com sabedoria, em soluções inexploradas, diferenciadas e inteligentes.
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Afinal, quais são as empresas vencedoras da corrida da IA?
No evento, Flávio Vegas, da Global X ETFs, e Enzo Pacheco, da Empiricus Research, revelaram quais são, na opinião deles, as companhias que estão à frente nessa corrida da inteligência artificial.
Você pode conferir as respostas deles no vídeo completo do Imersão Money Times, disponível no YouTube. Assista: