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Nem Cristiano Ronaldo pode balançar as melhores ações americanas: lucro da Coca-Cola explode no segundo trimestre

Gigante de alimentos e bebidas tem forte recuperação e escancara as vantagens de investir nos Estados Unidos.
Crédito: Transmissão/Eurocopa

Ele é o maior artilheiro da história do futebol (783 gols oficiais), foi cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo, empilha títulos e recordes e ainda é a personalidade mais popular em todo o Instagram, com 316 milhões de seguidores. Mas nada disso foi suficiente diante dos excelentes resultados da empresa que também é mundialmente conhecida e recordista em seu setor. Estou falando da “treta” entre Cristiano Ronaldo e Coca-Cola.

Se você não bebe refrigerante, não sabe explicar a regra do impedimento ou simplesmente esteve alheio à história, explico. Entre junho e julho deste ano, aconteceu a Eurocopa, torneio entre seleções europeias que só perde em importância na hierarquia do futebol para a Copa do Mundo. Naturalmente, o maior craque de Portugal estava lá. E a Coca-Cola, tradicional patrocinadora de eventos esportivos, também.

Pois bem, durante uma coletiva de imprensa do torneio, o craque português se posicionou para conceder uma entrevista em uma bancada que continha garrafas do refrigerante. Conhecido por sua rigidez em termos de dieta, o jogador retirou o produto da mesa e colocou uma garrafa de água, inclusive sugerindo que as pessoas deveriam consumi-la – e não a bebida industrializada.

Após o episódio, uma oscilação das ações da Coca-Cola criou toda uma narrativa de embate entre a empresa e CR7. Se isso para você fazia algum sentido até hoje, já caiu por água abaixo. O lucro da companhia americana subiu quase 50% neste segundo trimestre, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira.

A queda da ação: efeito CR7?

Logo após o ato do português, as ações da Coca-Cola chegaram a cair cerca de 1%, o que representava uma perda de valor de mercado da ordem de US$ 4 bilhões. Pronto, bastou a balançada para que a história fosse comprada: “CR7 derrubou os papéis da gigante americana!”

Nos dias posteriores, outros jogadores fizeram o mesmo, a ponto de a Uefa (entidade que organiza a Eurocopa) se manifestar publicamente contra o boicote, alegando que ele compromete o financiamento e a realização do evento esportivo. Muitos resgataram inclusive propagandas antigas do craque, para redes de fast-food e inclusive para a própria Coca-Cola.

Claro que a narrativa de um astro global fazendo campanha contra uma das marcas mais consolidadas da economia mundial, somada a pitadas de análises sobre a mudança de padrões de consumo e busca por um estilo de vida mais saudável, bombaram na internet. E a ação seguiu caindo por mais alguns dias, mais precisamente por duas semanas, conforme este gráfico:

Gráfico do comparador online Real Valor mostra evolução do BDR da Coca-Cola (COCA34) após a atitude de Cristiano Ronaldo

Calma, não é bem assim…

Apesar dos movimentos de queda, é preciso entender o que houve. No pregão do dia 15 de junho, quando Cristiano demonstrou sua falta de apreço pela Coca, apesar da queda brusca em um primeiro momento, a ação fechou com baixa de apenas 0,25%, algo absolutamente recorrente no mercado financeiro, o que não indica nenhuma anormalidade ou fator influenciador.

Por outro lado, analisando o desempenho do BDR de Coca até esta quarta-feira, já é possível perceber que o ativo não só recuperou como ganhou valor. COCA34, por exemplo, era negociada na faixa de R$ 46 e agora é vendida por R$ 49. A ação na bolsa americana, que não considera a variação cambial, também já está acima dos patamares de junho.

Em julho, BDR da Coca-Cola recuperou e até ultrapassou o patamar anterior ao episódio. Fonte: Google.

Essa rápida recuperação demonstra que, basicamente:

  • Por mais influente que seja, a opinião de Cristiano Ronaldo pouco impactou na Coca-Cola;
  • As oscilações podem ser naturais do mercado ou apenas refletir o comportamento de investidores desesperados;
  • É muito difícil um fator externo derrubar uma empresa americana consolidada, diversificada e globalmente atuante, como Coca-Cola, Amazon, Apple, entre outras.

Isso se prova nos números: Coca-Cola foi artilheira de lucros no trimestre

Conforme divulgado no balanço oficial da empresa relativo ao 2º trimestre de 2021, a receita líquida chegou a US$ 10,1 bilhões, uma alta de 42% na base anualizada. O movimento se repetiu por todo o balanço: o lucro líquido avanço 48% e chegou a R$ 2,6 bilhões, o que implicou em um resultado de US$ 0,68 por ação, mais de 20% acima da projeção de mercado, que era de US$ 0,56.

“Nossos resultados no segundo trimestre mostram como nosso negócio está se recuperando mais rápido do que a economia como um todo, puxado por nosso acelerado projeto de transformação”, comentou James Quincey, CEO e chairman da Coca-Cola.

O aumento da receita foi resultado tanto de uma ampliação das vendas como de alteração no preço e no mix de produtos comercializados. As vendas aumentaram em todas as macrorregiões globais, sendo que na América Latina a alta de 41% foi liderada por Brasil e México.

O alicerce da Coca-Cola é o mesmo do mercado dos EUA

Mas como a influência da personalidade mais seguida no Instagram, além de toda uma discussão sobre as mudanças de hábitos pouco afetou a Coca-Cola? Bem, a empresa conta com três importantes características que, de maneira geral, também estão presentes nas principais ações negociadas no mercado americano:

1 – Solidez

A Coca-Cola é uma empresa centenária, presente nos principais índices de ações e que apresenta bons resultados ao longo de décadas. Da mesma maneira, o S&P 500, balizador da bolsa americana, mostra crescimento crescente, multiplicando o capital dos investidores em sete vezes nos últimos 20 anos, fruto de uma estabilidade institucional e de um mercado maduro e propício ao desenvolvimento.

2 – Alta capilaridade

O carro chefe da Coca-Cola é seu refrigerante homônimo, o mais vendido no planeta. A consciência de marca do produto é uma das construídas com maior êxito em toda a história da publicidade e, em alguns mercados, seu consumo já se tornou algo cultural. É vendida em praticamente todo o canto do mundo. O mesmo acontece com outras importantes empresas americanas: quase todo mundo utiliza o Google para fazer buscas, tem conta em alguma rede do Facebook, utiliza o Windows ou assiste conteúdos da Netflix. Essa globalização das empresas é mais um fator que garante segurança às ações americanas.

3 – Diversificação e inovação

Não se prender ao que deu certo é algo recorrente da economia estadunidense. Apesar do êxito em seu refrigerante mais famoso, a Coca-Cola investe na diversificação de seu portfólio, dando um espaço cada vez maior para energéticos, sucos, cafés, chás e, pasmem, até para a água colocada pelo Cristiano em sua mesa. 

Mesmo ancorada em produtos tradicionais, a empresa vislumbra e busca atender aos novos hábitos de consumo. As companhias americanas fazem o mesmo: as big techs, por exemplo, estão sempre antevendo o futuro e criando novas soluções. Outro caso interessante é a das farmacêuticas Pfizer, Moderna e J&J, que desenvolveram em pouco tempo vacinas de excelente qualidade contra a Covid-19.

Investir no exterior: a melhor maneira de proteger seu dinheiro

O mercado norte-americano é, indiscutivelmente, aquele que apresenta mais estabilidade para o investidor. Imagine o que aconteceria se o Cristiano Ronaldo tivesse comprado briga com uma empresa brasileira, muitas vezes com pouca inovação e diversificação, além de padrões menos consolidados de mercado? O resultado poderia ser diferente.

O fato é que, além de ter uma moeda forte, gerando valor no mundo, os Estados Unidos têm uma segurança institucional que deixa a economia funcionar. Por lá, é mais difícil que um escândalo ou picuinha política culmine numa queda generalizada da bolsa.

Por outro lado, as empresas americanas estão sempre inovando. Isso possibilitou que gigantes da tecnologia, como a Amazon, crescessem 805.000% desde a década de 1990. Isso mesmo: quem colocou US$ 1 mil na empresa de Jeff Bezos, o mesmo que foi para o espaço nesta semana, hoje tem mais de US$ 8 milhões.

Para os próximos anos, as ações mais promissoras no mercado americano estão em dois principais segmentos, segundo João Piccioni, analista especializado em ações estrangeiras. O primeiro é a tecnologia, com destaque para a implantação das redes de 5G em todo o mundo. O segundo é o setor de energia, que deve dar suporte à retomada da atividade pós-pandemia.

 

João Piccioni, analista da Empiricus especializado no mercado externo

Depois de uma profunda análise do momento econômico americano, João elaborou uma lista de ações que podem multiplicar o dinheiro do investidor por sete em apenas dois anos. Você pode acessá-la gratuitamente por sete dias, clicando na frase verde abaixo.

VEJA A LISTA DE AÇÕES MAIS PROMISSORAS DOS EUA

O analista é reconhecido por recomendações de ganhos certeiras com ações da AMD, empresa de microchips que subiu 928% desde janeiro de 2018, e da gigante Apple, que rendeu 460% desde agosto de 2017. Agora, ele prepara uma nova tacada capaz de proteger o patrimônio dos investidores que não querem deixar seu dinheiro exposto às oscilações do Brasil.

É fácil… não precisa de dólar nem de inglês

Muita gente ainda não investe ou nem ao menos procura se informar sobre ações no exterior porque acredita ser algo muito complicado, restrito a investidores grandes e profissionais. Bem, as coisas mudaram: com os BDRs (depósitos de ações americanas na bolsa brasileira), já é possível comprar papéis americanos a partir de R$ 40. Além disso, diversas corretoras voltadas para brasileiros operam diretamente com ações estrangeiras. Mesmo que você se sinta inseguro, na apresentação desta lista, o João ensina o passo a passo para conhecer as ações dos EUA, mesmo para quem começa do zero.

Segundo o próprio analista, comprar uma ação gringa hoje é tão fácil como comprar uma roupa na internet. Não perca tempo e coloque seus investimentos nas empresas mais sólidas do mundo como Coca-Cola, Amazon e Apple.

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