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Oi (OIBR3) tem riscos, mas pode entregar bons resultados: E você pode ganhar R$ 120 para investir na ação

OI
(Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A Oi (OIBR3) divulgou nesta quinta-feira (12) seu resultado do segundo trimestre de 2021. A companhia lucrou, de forma líquida, R$ 1,14 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 3,4 bilhões do mesmo período do ano passado.

O balanço com lucro, porém, não foi suficiente para melhorar o humor do mercado com a companhia, que continua mexido desde a divulgação do plano estratégico trienal da empresa de telecomunicação no dia 19 de julho, quando o mercado percebeu que a companhia teria uma divida maior do que a projetada anteriormente. 

As atenções sobre a companhia estão maiores e, neste novo resultado trimestral, houve um grande escrutínio nos números por parte de gestores e analistas, que aguardam para ver se a Oi conseguirá ou não realizar o que espera. Falarei disso mais adiante.

Os papéis da tele chegaram a reagir positivamente ao desempenho da empresa entre abril e junho deste ano, subindo um pouco no pregão desta quinta – apesar de ainda acumularem forte queda desde o dia 19 de julho, quando a Oi apresentou sua ideia de transformação.

Neste primeiro momento, a companhia parece ter conseguido tirar parte das suas intenções do “plano das ideias”. Mas o caminho ainda é longo e essa ação, historicamente muito buscada pelos investidores do varejo, deve continuar sob os holofotes. 

Apesar das dificuldades que a Oi deve enfrentar, boa parte dos analistas da Empiricus ainda continuam otimistas com o papel – apesar de cautelosos. A Oi continua a figurar em várias carteiras da maior casa de research do Brasil. Explico o porquê ao longo do texto.

Companhia começa a tirar seus planos do papel

Para Larissa Quaresma, analista da Empiricus, o novo balanço da Oi trouxe evoluções.

O segmento de fibra, atual corebusiness da empresa, viu sua receita avançar 156% na base anual.

“Esperamos que a receita passe a crescer mais consistentemente a partir do terceiro trimestre, onde a proporção de clientes fibra será ainda maior que os de cobre, uma tecnologia em desuso”, comentou Quaresma. 

Para a analista, é destaque também o fato de que a Oi está conseguindo converter mais clientes em sua área atendida pela fibra óptica, atingindo um take up rate de 23,6%, número que se aproxima do objetivo de 25%, que tem de ser atingido até 2024.

 “Acreditamos que o resultado mostrou uma evolução operacional interessante, porém, acreditamos que o mercado ainda será cético com o futuro da empresa até a confirmação da venda de ativos e redução dos riscos de execução”, explica.

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Entenda os riscos de execução que envolvem a reestruturação da Oi

Primeiramente, quem tem interesse em investir na Oi precisa entender o plano que a companhia apresentou ao mercado para tocar a sua recuperação judicial – e que a fez perder 1/4 do seu valor de mercado em cerca de cinco dias. 

A tele pretende focar nos próximos anos, como já mencionado, no negócio de infraestrutura para fibra óptica, no qual quer a liderança do mercado – atendendo oito milhões de casas no FTTH (fiber to the home) até o final de 2024, ante os 2,8 milhões atuais. 

A Oi vem expandindo o seu número de casas passadas (ou casas que podem ser atendidas pela infraestrutura de fibra óptica) consideravelmente, tendo chegado agora a mais de 12 milhões, ante 10 milhões no fim de março. O plano é chegar a 32 milhões até o fim de 2025.

Mudanças na Oi demandam investimentos

Para chegar à liderança no setor de fibra, a Oi tem de entregar um crescimento de 31% ao ano. Isso, porém, requer investimentos pesados, o que, para uma companhia em recuperação judicial, acaba significando mais dívidas.

Em seu balanço publicado na manhã desta quinta-feira (12), a Oi apresentou que devia R$ 25,6 bilhões de forma líquida, número um pouco maior do que os R$ 25,1 bilhões do primeiro trimestre. A dívida bruta, porém, avançou ainda mais, ficando em R$ 29,1 bilhões, ante R$ 26,1 bilhões em março deste ano.

E a alta da dívida assusta o mercado e afasta os investidores.

Nos últimos dois anos foram gastos R$ 15 bilhões com o plano de transformação operacional. Apenas no segundo trimestre deste ano, a mudança operacional demandou R$ 1,8 bilhão.

A dívida da Oi deve cair em breve com os R$ 34,6 bilhões somados ao caixa pelo processo de desinvestimento que a companhia vem tocando, vendendo uma série de ativos. Os maiores ganhos com as vendas, que virão da telefonia móvel (R$ 15,8 bilhões) e da parte majoritária da InfraCo (R$ 12,9 bilhões), ainda não foram recebidos pela empresa, mas devem ser embolsados até o final do ano.

O problema, para parte do mercado, é que mesmo após os desinvestimentos, a dívida continuará alta.

A Oi, em seu plano de reestruturação, projetou que sua dívida líquida estará, em 2024, em R$ 14 bilhões. O mercado esperava algo cerca de R$ 5,5 bilhões abaixo disso. 

“Esse nível de alavancagem não estava nas premissas do mercado, nem nas minhas”, afirmou o analista Henrique Florentino, responsável pela carteira Ações Exponenciais, da Empiricus. “A Oi chegará a 2024, dentro das suas estimativas, com um caixa de cerca de R$ 3 bilhões abaixo das nossas expectativas. E essa estimativa está cerca de R$ 6 bilhões abaixo das de alguns outros membros do mercado”, termina. 

Além disso, segundo Florentino, parte do mercado tem medo de que a Oi, com sua dívida maior, fique com um valor de ação negativo ao se contabilizar ativos e passivos. A crença é de que todo o valor da companhia, com toda a dívida, estaria na participação restante de 42% na InfraCo – que concentra a rede de fibra óptica, com mais de 400 mil quilômetros de expansão, e que agora tem o BTG Pactual como sócio majoritário.  

Oi terá um múltiplo de alavancagem (dívida líquida/Ebitda) de 6,6 vezes. Contando a InfraCo, esse número seria menor, de 3,7.  

“A dívida líquida/Ebitda da Oi sem a InfraCo parece elevada, porém estendemos nossas projeções para além de 2025, quando estimamos que este índice de endividamento se reduz, com base na menor demanda de investimentos em relação à receita”, comentou Felipe Miranda, estrategista-chefe e CIO da Empiricus.

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Risco e potencial de alto retorno andam lado a lado

Existem riscos para o processo de reestruturação da Oi, e isso é claro. “Pelo risco de execução e alto investimento, bem como por ainda estar em recuperação judicial, o investimento na Oi possui um risco mais elevado em comparação a outros cases da Bolsa”, conta Miranda.

A companhia, por estar construindo um negócio novo, exige muitos investimentos e ainda não está consolidada. “Sempre que investimos em algo novo, os riscos são aumentados e por isso a ação exige, de fato, um grande potencial de longo prazo”, comenta o CIO da Empiricus. 

A Oi, para os analistas, porém, entrega esse potencial de valorização, que pode chegar a 200% nas somas das partes.

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Entre os motivos para essa crença, está o fato de que é provável que o nível de investimento caia a partir de 2025, com a companhia caminhando para a fase final da sua transformação. 

“Estendemos as nossas projeções para além de 2025, quando estimamos que o índice de endividamento se reduz, com base na menor demanda de investimentos”, ressalta Miranda.

Além disso, a Oi tem toda uma estrutura que pode impulsioná-la em sua nova fase. 

A capilaridade geográfica da empresa, por exemplo, é um grande diferencial, com 4,8 mil municípios atendidos. “É quase tão grande quanto a Caixa Econômica Federal, e sua força de vendas e time técnico são relevantes, com mais de 15 mil funcionários”, comenta o estrategista-chefe da Empiricus.

O número de clientes da tele, com 50 milhões de unidades geradoras de receita (UGRs), 13 milhões de unidades residenciais e 630 mil empresas, também deve ajudá-la em sua reestruturação. “A Oi tem enorme potencial para buscar outras fontes de receita, para além da conectividade, explorando as bases de ativos, de clientes corporativos e de pessoas físicas”, diz.

Além disso, a tele pode ainda se beneficiar de alguns eventos, como a migração do antigo regime de concessão da telefonia para o de autorização, lei que está sendo refinada pela Anatel e que pode cortar boa parte dos seus gastos com cabos, telefones públicos, etc – que hoje a companhia é obrigada a custear. “A concessão já não é sustentável há bastante tempo e isso pode ser compensado pelo processo de arbitragem, por meio do qual a empresa pede compensação com base no equilíbrio econômico-financeiro da concessão”, conta.

Existem, então, sim riscos que quem desejar investir em Oi terá de enfrentar. Mas existe também uma série de fatores que levam nomes renomados do mercado a acreditar que a companhia tem potencial para reverter o jogo – a Oi, apesar de tudo, ainda está presente em algumas carteiras da Empiricus. 

Para quem quer acompanhar o caso de perto, a série Palavra do Estrategista, sempre que uma nova notícia sai, atualiza as projeções para a companhia. Em um caso como esse, estar atento ao que dizem os gestores e analistas é essencial e, neste momento, Empiricus e Vitreo ainda estão com uma promoção: ao assinar o pacote de relatórios, você ganha o valor total da compra em cashback para investir na plataforma. 

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