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Primeiros 100 dias de Biden: veja o que já foi feito e o que pode beneficiar seus investimentos

Joe Biden
(Imagem: Andrew Harnik/Pool via REUTERS)

Essa semana, o presidente democrata dos Estados Unidos, Joe Biden, completou 100 dias de mandato. Confira tudo que o presidente prometeu que iria fazer em pouco mais de três meses, e o que ainda falta cumprir de fato.

COVID-19

Biden assumiu o cargo com a promessa ambiciosa de vacinar 100 milhões de pessoas nos primeiros 100 dias de mandato. Nesse meio tempo, o presidente mostrou que não veio para brincadeira: firmando contrato com três laboratórios, ele dobrou o valor de pessoas a serem vacinadas no mesmo período, contabilizando 200 milhões de pessoas.

A meta foi atingida no dia 21 de abril. Hoje, os Estados Unidos já contam com mais de 230 milhões de pessoas vacinadas, mais da metade de sua população total.

Além disso, Biden ampliou drasticamente os locais de vacinação em massa e mobilizou inúmeras partes do governo para auxiliar no trabalho de distribuição. Ao contrário de seu sucessor, o democrata colocou especialistas em saúde pública e cientistas na frente e no centro de várias funções dentro do governo, retomando as reuniões frequentes da Covid-19 com especialistas em saúde pública do governo federal.

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Devido a todas as medidas tomadas e à quantidade de cidadãos vacinados, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em português) já permite com que adultos que já tenham tomado duas doses da vacina— uma, no caso da Janssen— possam circular ao ar livre sem máscara. Eventos esportivos também voltaram a acontecer, ainda que com público reduzido.

Economia e Estímulos

Depois da Saúde, a Economia foi o segundo setor mais relevante para o presidente em seus primeiros dias de governo. 

Dias antes de sua posse, Biden já buscava aprovar um pacote de estímulos econômicos de US$1,9 trilhão, destinando recursos a Estados, municípios e empresas, ampliando auxílios desemprego e promovendo pagamentos diretos à população. O projeto foi aprovado em março, e ganhou o nome de Plano de Resgate Americano.

Até agora, o governo Biden enviou mais de 160 milhões de cheques de auxílio no valor de até US$ 1.400 por pessoa, lançou mais de US$ 80 bilhões em ajuda para agências estaduais de educação, e reforçou os subsídios da Lei de Proteção e Cuidado Acessível  (Obamacare) no nível federal. Entregou também US$ 39 bilhões aos estados para ajudar prestadores de serviços de cuidados infantis.

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Clima e Meio-Ambiente

A principal e mais simbólica medida de Biden aconteceu no seu primeiro dia de mandato, onde ele reverteu a decisão do ex-presidente Donald Trump e reinseriu os Estados Unidos nos acordos climáticos de Paris de 2015. Também anunciou a meta de cortar pela metade a emissão de gases responsáveis pelo aquecimento global até o fim da década e zerar totalmente as emissões do país até 2050.

Também prometeu sediar uma cúpula do clima global nos primeiros 100 dias, que contou com a participação de 40 líderes globais para debater questões climáticas e apresentar compromissos.

Por fim, o plano de infraestrutura do governo conta com uma série de reformas de reestruturação da matriz energética norte-americana e investimento em economia verde. Projeto de reformas tributárias inclui a remoção de subsídios para empresas de combustíveis fósseis e incentivos para energia limpa.

Desigualdade, Armamentos e Polícia

Biden entrou para a história com o gabinete mais racialmente diverso na história dos Estados Unidos. Também assinou decretos que podem ajudar a preencher a lacuna da casa entre pessoas não brancas e pessoas brancas, fortalecer a luta contra o preconceito enfrentado pelos asiático-americanos e apoiar as famílias com parentes encarcerados.

Não somente isso, mas revogou outra decisão polêmica de Trump: a proibição de indivíduos transgêneros entrarem nas forças armadas.

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Apesar de ter expressado abertamente seu contentamento com a prisão do ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin pelo assassinato de George Floyd, seu governo disse em abril que renunciava a uma promessa de campanha de criar uma comissão sobre policiamento. Em vez disso, deve seguir com esforços para aprovar a reforma policial pelos canais legislativos.

Em relação ao massacres de tiros, que diminuíram durante os lockdowns de 2020, esses voltaram a aumentar em 2021. Isso mostra quão pouco poder imediato Biden tem como presidente para mudar a cultura permissiva de porte de armas do país. Mas ele fez eventos de campanha com vítimas da violência armada prometendo mudanças nas regulamentações.

Biden também pediu a proibição de armas de assalto de estilo militar e pentes de munição de grande capacidade, mas tais medidas precisam ser aprovadas no Congresso.

Porém, não cumpriu a promessa de encomendar relatórios sobre as reformas de supervisão de armas do Departamento de Justiça ou sobre as falhas do programa de verificação de antecedentes.

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Política Externa e Imigração

Biden se mostra inesperadamente duro na política externa. Ele impôs sanções à Rússia em reação à interferência de Moscou nas eleições de 2020 e a um ataque cibernético maciço atribuído à Rússia e classificou o presidente Vladimir Putin como um “assassino”. Também manteve sanções feitas pelo governo Trump ao Irã e tarifas comerciais à China.

Em compensação, Biden reverteu rapidamente muitas medidas imigratórias do ex-presidente Trump, suspendendo a construção do muro e revertendo a proibição da entrada de pessoas de 13 países africanos, a maioria de origem muçulmana.

Ainda sim, ele encontra dificuldades em diminuir o número de imigrantes mexicanos que estão adentrando os Estados Unidos, e apesar de ter prometido receber um número maior de refugiados, manteve o teto historicamente baixo de Trump para esse ano também. 

Avaliação e Investimentos

No início do mandato, Biden assumiu com 44% de aprovação. Hoje, esses números já crescem para 50%, bons quando comparados ao início do governo Trump. Em relação ao seu trabalho, pesquisa da ABC News em parceria com o Washington Post coloca Biden com 52% de aprovação nos 100 dias de mandato. 

Com a retomada americana completa se mostrando uma realidade possível, o FMI prevê para 2021 uma alta do PIB de 6,4%, um valor extraordinário para a maior economia do mundo.

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