Relatório aponta 5 fatores para aguardar corte da taxa Selic em março – confira
A decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15% ao ano já era amplamente esperada pelo mercado. No comunicado, o Banco Central destacou que o mercado de trabalho segue apresentando “sinais de resiliência”, adiando as expectativas do início do ciclo de cortes de juros.
A analista de renda fixa da Empiricus, Lais Costa, publicou em seu relatório semanal que a redução da taxa básica deve começar já na próxima reunião, marcada para 18 de março. A projeção tem como base cinco indicadores recentes que apontam para a flexibilização da política monetária.
Vetores que antecipam um corte no Copom em março
Em seu relatório semanal de análise macroeconômica, Lais Costa separou alguns dados que considera fundamentais para direcionar a próxima decisão do Copom.
“Na agenda local, os dados de mercado de trabalho continuam apontando para um mercado bastante apertado, embora com sinais incipientes de arrefecimento”, afirma.
A PNAD Contínua mostrou a taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em dezembro recuando para 5,1%, o menor nível da série histórica. Um outro motivo são os salários, que indicam uma dinâmica ainda aquecida. O dado de dezembro foi de um crescimento de 5% a/a reais, acima da inflação.
Ambos os números, segundo Costa, possibilitam uma queda da Selic “mais lenta, ou seja, [o Copom] seria mais a favor de um corte de 25 pontos-base (pbs) na reunião de março”, explica.
Em contrapartida, a analista interpreta que outros dados indicam que podemos esperar, de fato, um corte mais severo, na casa dos 50 pbs.
Como exemplo, ela cita o CAGED de dezembro, que teve uma baixa de 618,2 mil vagas de empregos formais no Brasil, número pior do que a mediana das expectativas do mercado (-472,5 mil) e ainda revisou para baixo a leitura anterior.
Esta foi a primeira perda líquida de empregos desde a pandemia, puxado pelos cinco grupos de atividade (serviços, indústria, construção, comércio e agropecuária) e em todos os Estados e Distrito Federal.
A ata do Copom, divulgada na segunda-feira (2), também deu algumas pistas sobre a direção dos juros:
“No documento, o Banco Central adotou um tom neutro, sem um posicionamento firme em relação ao ritmo do início do ciclo de queda de juros, o que nos leva a acreditar que a probabilidade de um corte de 50 pbs — cenário-base do mercado hoje — é maior do que a de 25 pbs”, afirma a analista.
Por fim, os dados de produção industrial de dezembro, divulgados na terça (3) indicaram contração de -1,2% m/m, abaixo das expectativas de -1,1% e com revisão para baixo da leitura anterior, também reforçariam a redução da Selic.
“O enfraquecimento da atividade e a continuação do processo de convergência da inflação, em meio a uma performance positiva do real, devem sustentar o início mais acelerado do processo de afrouxamento monetário”, comenta a analista.
Independente de 25 pbs ou 50 pbs, diante desse cenário, Costa aponta que este é um bom momento para investir em títulos IPCA+, que ancora os rendimentos previamente às oscilações que os juros podem vir a sofrer.
4 títulos do IPCA+ para investir antes do corte da Selic
Com as expectativas de queda da Selic, a recomendação da analista é procurar oportunidades que possam preservar o atual patamar de juros reais. Isto é, o retorno dos ativos descontados da inflação.
Pensando nisso, a equipe de renda fixa da Empiricus Research selecionou 4 títulos de crédito privado com rentabilidade real atrativa, 100% alocada em emissores de qualidade. Eles são ativos que, segundo Costa, estão em uma relação risco-retorno favorável para o investidor, podendo capturar lucros de até+7,35% ao ano, acima da inflação.
Eles são títulos de crédito privado. Isto é, ativos emitidos por empresas para o financiamento de infraestrutura no país. Por se tratar de um emissor privado, o risco desses investimentos costumam ser um pouco maior do que a renda fixa tradicional. Entretanto, a maior volatilidade é compensada pois os ativos selecionados pela Empiricus contam com o benefício da isenção de IR.
Essa combinação de juros reais e isenção de IR garante que o investimento preserve o poder de compra, visto que rende acima da inflação, e pode fazer grande diferença na hora de receber os louros do investimento.
Para quem busca equipar seu portfólio com rentabilidades superiores ao juro real no longo prazo, a janela para se posicionar é agora, considerando as expectativas de corte da Selic em março.
A boa notícia é que você pode conhecer os quatro títulos recomendados gratuitamente, em um relatório completo com análise macroeconômica e as teses de investimento individual. Para acessar a curadoria, é só clicar no botão abaixo e seguir as instruções.