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Renda fixa em alta: Vitreo oferece título que paga IPCA +6% ao ano

Alta de Selic faz investidor repensar suas aplicações (Imagem: Shutterstock)

A renda fixa voltou ao centro da atenção do mercado. Após quase um ano de ostracismo, com a Selic em patamares muito baixos, os novos ajustes e movimentações do Banco Central colocam ainda mais os Títulos do Tesouro, CDBs (Certificados de Depósitos Interbancários), LCIs (Letras de Crédito Imobiliários) e outros ativos deste tipo na mira dos investidores – não que um dia eles tenham necessariamente saído. 

Além de dominarem a preferência dos brasileiros, eles fazem parte de estratégias diversificadas. “Nunca houve essa coisa da morte de renda fixa. Em julho, os investimentos mais buscados na nossa plataforma foram os CDBs, títulos do Tesouro Direto e, só depois, os fundos de ações”, afirma Gabriel Mallet, head de renda-fixa da Vitreo

Agora, com a alta da Selic, até mesmo os investidores que demonstram interesse pela renda variável acabam sendo mais atraídos por fundos e títulos de renda fixa, recalibrando a fatia dessa categoria na carteira. Essa movimentação se justifica facilmente: alguns ativos da renda fixa voltaram a pagar mais de 10% ao ano. 

Na última semana, por conta da alta procura por esses ativos e pelo surgimento de ótimas oportunidades, a Vitreo realizou a “Semana da Renda Fixa”, em que os especialistas da plataforma trouxeram ao público oportunidades de investimentos: ofertas especiais de depósitos bancários (CDBs), que em sua maioria esgotaram.

Mas se você perdeu esse evento ou deseja expor ainda mais sua carteira à renda fixa, a casa oferece nesta quarta-feira (1/09) mais um produto exclusivo: um CDB do Banco Master, que pagará o IPCA + 6% ao ano, com um prazo de 4 anos. A oferta será destravada às 9h30 e válida somente até 15h. 

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A alta da taxa oficial de juros busca frear o avanço dos índices de inflação, mas nada garante que isso realmente acontecerá. Mesmo após as recorrentes tentativas do BC, a perspectiva do mercado para a variação de preços continua indo para cima. O  Boletim Focus desta semana, cerca de seis meses após um novo ciclo de alta da Selic começar, apontou que o IPCA deve ficar em 7,27% neste ano pela primeira vez. 

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, veio a público em meados de agosto afirmar que a possível postergação do pagamento dos precatórios e os ruídos sobre o novo Bolsa Família, ou Auxílio Brasil, elevaram as expectativas de alta nos preços.

“Por mais que o governo eleve a taxa de juros para conter a inflação, existem outras variáveis. Geadas elevaram o preço dos alimentos. A crise hídrica empurra o preço da energia elétrica para cima. A alta, por enquanto, continua”, explicou Mallet. 

Com essa fala, o gestor acaba por explicar outra particularidade da renda fixa, principalmente a índices atrelados a índices medidores da inflação: eles oferecem, para além do potencial de valorização, proteção ao aumento dos preços

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Cenário não deve mudar no curto prazo

Após a elevação da taxa de juros feita pelo Copom para 5,25% ao ano, há cerca de duas semanas, o esperado era que a curva longa dos juros iria se “aplanar”. A lógica seria que, a alta da curva no curto prazo tornaria desnecessário o maior arrocho monetário no longo prazo, com a inflação sendo controlada. 

Não foi isso que aconteceu e muitos especialistas ainda temem que o Brasil possa passar por um cenário de juros e inflação elevados. As curvas longas continuam avançando, impulsionadas, principalmente, pelo risco fiscal. E nós nem chegamos, ainda, ao período de eleição – quando tudo costuma ficar mais complexo.

Renda fixa é, de qualquer forma, a “queridinha” dos brasileiros

Como eu já mencionei anteriormente, os títulos de renda fixa pré-fixados e indexados nunca saíram do gosto dos brasileiros, mesmo quando a maioria das taxas não estava compensando o investimento, pagando, muitas vezes, menos do que a inflação. 

Parte disso, porém, se deve ao conservadorismo ou ao pouco conhecimento sobre outros tipos de ativos. “A renda fixa, teoricamente, é um produto mais simples, de fácil entendimento”, explica o especialista da Vitreo. Não é necessário, ao se investir em títulos do Tesouro ou em CDB, por exemplo, acompanhar notícias sobre o mercado ou ter noções sobre o cenário para empresas.

Ao adquirir um título do Tesouro, por exemplo, se compra uma dívida emitida pelo Estado, com valor de remuneração fixa. O risco, com isso, é reduzido por motivos claros: é o Governo que está te devendo e as chances de ele não pagar são escusas (e caso deixe, o provável é que toda a economia esteja em situação muito pior).

Com CDBs, a questão não é muito diferente. Trata-se de um banco emitindo uma espécie de dívida e a falência de uma instituição financeira, algo que precede o não pagamento das dívidas, é algo difícil de ver. Além disso, há garantia – até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira. “O risco está na emissão de crédito do emissor, mas as garantias do FGC reduzem bastante isso”, explica Mallet. 

O cenário turvo para a macroeconomia brasileira, além das melhores oportunidades, também acaba por trazer mais investimentos para a renda fixa. Nesta semana, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apagou todos os seus ganhos do ano. “Se a intenção é reduzir um pouco risco e a volatilidade da carteira, o rebalanceamento para a renda fixa seria uma boa opção”, diz Mallet. 

Alta das taxas de juros, perspectiva de inflação, proteção ao risco: a renda fixa é algo que se tornou mais interessante por uma série de fatores e existem várias boas opções de investimento nesses ativos por aí.

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