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‘Super-Quarta’ da inflação: entenda como os números divulgados nesta semana poderão ditar o rumo das ações brasileiras

09 abr 2024, 12:30 - atualizado em 09 abr 2024, 12:28
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Analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, explica quais os cenários possíveis para a Bolsa após os dados de inflação desta quarta (10) (Imagem: Canva)

O mercado está ansioso com os efeitos que uma “Super-Quarta” fora de hora poderá causar nos ativos de risco esta semana. Acontece que, neste dia 10, ocorrerá a divulgação de dados sobre a inflação do Brasil e nos Estados Unidos – de forma semelhante à decisão quase simultânea das taxas de juros dos dois países em cada Super-Quarta “oficial”. 

Por aqui, o IBGE reportará os dados relativos ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março. Já nos EUA, serão divulgados os números sobre o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês). 

O motivo da ansiedade do mercado é claro: os dados divulgados terão grande influência sobre os próximos passos das autoridades monetárias nos dois países. 

E isso, é claro, será crucial para o desempenho dos ativos de risco brasileiros – incluindo as ações listadas na Bolsa de Valores. 

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Quais são as expectativas para os dados de inflação?

Em entrevista ao programa Giro do Mercado, o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, falou a respeito das expectativas para esses dados e como eles podem afetar o desempenho de diversos ativos.

Segundo Spiess, são esperados números que mostrem uma certa normalização da inflação – aqui, uma normalização até mais acentuada do que nos EUA. 

Havendo uma normalidade dos dados – ou seja, se eles vierem em linha com o esperado ou até mais favoráveis –, o ambiente econômico pode melhorar substancialmente.

“Um processo de normalização da inflação, principalmente no âmbito de serviços, vai ser fundamental para que a gente volte a ter um certo otimismo no mercado, depois de uma primeira semana de abril difícil no Brasil”, ressalta o analista.

“É fundamental que a gente prove com esses dados que há um processo de normalização inflacionária depois desse soluço inicial.”

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Mas, e se a inflação do Brasil e dos Estados Unidos vier diferente do esperado?

O mercado acompanha há algum tempo como a política monetária dos EUA, seus desdobramentos e a percepção de para onde ela está indo afetam os mercados do mundo inteiro.

“Até existe um descolamento entre o desempenho do mercado americano e essa percepção de corte de juros, mas no mercado brasileiro a fuga de capitais é notável e essa questão penaliza bastante os ativos de risco”, explica. 

Nos Estados Unidos, dados maiores do que o esperado significariam uma inflação mais resiliente, o que gera uma necessidade de juros mais elevados. Isso pode fazer a tese de início dos cortes de juros em junho “ir por terra”, deixando aberta apenas a possibilidade de cortes de julho em diante. 

E olha lá… pois, historicamente, o Fed (banco central norte-americano) não gosta de coincidir o início do ciclo de flexibilização dos juros com a véspera de eleições presidenciais, que acontecem em novembro deste ano.

Por isso, existe uma tese de que, se o corte não vier em junho ou julho, ficaria muito difícil de ocorrer em setembro. No entanto, Matheus Spiess diz não acreditar nesse argumento. 

“Continuamos tendo como cenário-base os três cortes em 2024, ainda que este cenário-base tenha ficado cada vez menos provável, algo a ser confirmado nesta semana e com os dados que teremos ao longo de abril e maio”, destaca. 

E no Brasil?

No Brasil também teremos desdobramentos parecidos, já que o desempenho da inflação tem sido o ponto-chave para as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, comandado por Roberto Campos Neto, sobre a Selic

Vale lembrar que na última reunião, quando a Selic foi reduzida a 10,75% ao ano, o comunicado do Copom sinalizou um novo corte em 0,50 ponto porcentual no próximo encontro, em maio, mas deixou em aberto a continuidade ou não desse ritmo.

Portanto, uma inflação acima da normalidade poderá fazer com que o Copom decida desacelerar – ou até mesmo estancar, em um pior cenário – esse ritmo de cortes. 

Fica claro, então, que há muita coisa em jogo nessa “Super-Quarta” fora de hora que acaba tendo impacto na curva de juros e, consequentemente, no valuation dos ativos e também na movimentação de capital.

“Temos outros pilares que sustentam uma alta dos ativos de risco brasileiros, mas uma queda dos juros aqui e lá fora seria fundamental, por isso está todo mundo atento”, destaca Spiess. 

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Saiba como investir em meio a esse cenário ‘pré-inflação’

É claro que o cenário atual é turbulento, tanto aqui quanto nos Estados Unidos. E, enquanto não há definições maiores acerca da inflação e do andamento das taxas de juros nos dois países, você pode ficar em dúvida sobre como conduzir sua carteira de investimentos. 

Por isso, eu recomendo que você dê uma olhada na carteira de 10 ações indicadas para comprar agora pela Empiricus Research, empresa do grupo BTG Pactual.

Essa carteira reúne papéis de empresas sólidas, com governança sadia e comprovada capacidade de execução. 

Ou seja, são ações com potencial de gerar lucros e aumentar o seu patrimônio, ao mesmo tempo que trazem a segurança mínima necessária para o cenário econômico atual. 

Para você ter ideia, a carteira 10 Ideias da Empiricus Research subiu 1,7% em março – mês em que o Ibovespa, principal índice brasileiro de ações, caiu -0,7%

É claro que lucros passados não são garantia de retornos futuros, mas dá para perceber como esses são papéis realmente selecionados “a dedo” para ajudar você, investidor, a buscar lucros na Bolsa.

A Empiricus Research, casa de análise onde atua o analista Matheus Spiess, disponibiliza de forma gratuita o acesso a esse relatório com 10 ações para comprar agora. 

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Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e redatora dos portais Seu Dinheiro, Money Times e Empiricus. Já foi repórter do Metro Jornal SP e colaborou para Casa Vogue, além de ter experiência em comunicação corporativa e assessoria de imprensa.
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e redatora dos portais Seu Dinheiro, Money Times e Empiricus. Já foi repórter do Metro Jornal SP e colaborou para Casa Vogue, além de ter experiência em comunicação corporativa e assessoria de imprensa.