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Contra a pontualidade de alta do milho em Chicago, no BR há regularidade de baixa

10 nov 2021, 16:56 - atualizado em 10 nov 2021, 17:13
Milho
Milho em colheita boa nos EUA e com viés de demanda mais elevada para o setor energético (Imagem: Pixabay)

O apoio que o milho está tendo na bolsa de Chicago (por força da produção de etanol nos EUA), e nesta quarta (10) conseguiu uma alta expressiva de perto de 3% (US$ 5,69), contrasta com o cenário interno desfavorável.

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Até que na B3 (B3SA3) os dois contratos mais próximos, resistiram também nos trabalhos de hoje, mas as referências do mercado físico ficaram em patamares menores. A Germinar Corretora levantou R$ 85,48/saca, sob baixa de R$ 1,32, em torno de menos de menos 1,54%.

Para a Safra Grãos, trading focada em mercado interno, parte do fraco desempenho está creditado aos estoques formados pelos grandes consumidores, entre as quais as fábricas de rações.

Lembre-se que houve um aumento expressivo de compras de milho internacionais – com apoio da queda do imposto de importação extra-Mercosul -, justamente para que chegassem ao final deste ano melhor preparadas depois das dificuldades em obtenção de matéria-prima a preços melhores desde a explosão da demanda externa no segundo semestre de 2020.

Alysson Dias acredita que as empresas têm fôlego para derrubar em até R$ 10 do valor da saca nos próximos 30 dias.

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Roberto Carlos Rafael, CEO da Germinar, também entende que o momento é desfavorável, embora não acredite em redução do porte desses dois dígitos.

Mas ele reputa à fraqueza do mercado interno à lentidão das exportações, conferindo mais oferta disponível aqui. Inclusive, diz, por washout (recompra de contratos de exportação para arbitragem com preços internos).

Pelos dados da Germinar, apurados também nesta quarta, o line-up para o milho nos portos cruza 2,005 milhões de exportações, atreladas a navios embarcando, esperando nas baías para atracação e nomeados para chegar.

Deverá ser a quantidade, segundo estima Rafael, das exportações totais deste mês de novembro.

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Repórter no Agro Times
Jornalista de muitas redações nacionais e internacionais, sempre em economia, após um improvável debut em ‘cultura e variedades’, no final dos anos de 1970, está estacionado no agronegócio há certo tempo e, no Money Times, desde 2019.
giovanni.lorenzon@moneytimes.com.br
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