Copa do Mundo: Dois nomes do varejo devem sair vencedores do torneio, segundo Santander; veja quais
O ano de 2026 reserva um evento emblemático: a Copa do Mundo. O torneio abre potencial para nomes do varejo entrarem em campo e se beneficiarem do evento, embora parte do consumo deva sentir impacto negativo, na visão do Santander.
Para o banco, Mercado Livre (MELI34) e o Grupo SBF (SBFG3) são as melhores posicionadas para capturarem as vantagens, enquanto as varejistas de fast-fashion Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3) poderão ser prejudicadas pela dinâmica do evento.
A equipe de analistas, liderada por Lucas Esteves, destaca que esta edição será a maior realizada nas últimas décadas por conta do formato expandido, que contará com 48 equipes contra 32 anteriormente, e uma duração maior, já que o campeão precisará disputar uma partida adicional
Como resultado, a expectativa do banco é de que a maior duração amplifique os efeitos econômicos, sendo que a magnitude do impacto está atrelada a duas variáveis-chave:
- horários das partidas, considerando a diferença de fuso horário entre o Brasil e os países-sede, a maioria das partidas deverá ocorrer fora do horário comercial padrão, com jogos da fase de grupos agendados para 19h e 22h (horário de Brasília);
- desempenho da seleção brasileira ao longo do torneio, uma vez que o número de partidas disputadas pode variar de 3 (eliminação na fase de grupos) a 8 (campeonato).
Os vencedores do varejo
Na visão do Santander, o Grupo SBF será o principal vencedor devido a forte demanda por camisas de seleções nacionais e outros itens relacionados ao futebol.
Outros nomes que podem se beneficiar de tendências positivas para as vendas são as varejistas de eletrônicos e bens duráveis. Neste cenário, o banco vê o Mercado Livre com maior potencial de benefício, tendo em vista a maior demanda por artigos esportivos e itens relacionados.
Já nomes como Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) devem ser impulsionadas pela maior demanda por televisores e eletrodomésticos antes e durante o período do torneio.
“Ainda assim, o impacto geral deverá ser negativo para o varejo em geral, especialmente para o setor de moda. De uma perspectiva mais ampla, esperamos que a Copa do Mundo tenha um impacto negativo nas vendas totais do varejo no segundo ao terceiro trimestre de 2026, principalmente para lojas físicas, devido à redução do fluxo de clientes nas lojas nos dias de jogos”, ponderam os analistas.
Na visão dos analistas, o efeito deverá ser mais pronunciado em segmentos de consumo não essencial, particularmente entre varejistas de moda.
Por outro lado, as varejistas de produtos básicos deverão ser menos afetadas, já que a demanda nessas categorias tende a ser mais resiliente e menos sensível a interrupções temporárias no fluxo de clientes nas lojas físicas.
“No caso de varejistas de alimentos, podemos até observar um aumento na demanda por categorias específicas de produtos, como carnes para churrasco, salgadinhos e bebidas alcoólicas”, diz o Santander.