Empresas

Copasa (CSMG3): Ações recuam após saída de presidente do conselho e escândalo sobre propinas

13 fev 2026, 11:40 - atualizado em 13 fev 2026, 11:40
Copasa
Copasa (CSMG3): Ações recuam após saída de presidente do conselho e escândalo sobre propinas (Imagem: Divulgação)

Copasa (CSMG3) anunciou, na noite de quinta-feira (12), a renúncia de Hamilton Amadeo ao cargo de presidente do conselho de administração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A saída ocorreu no mesmo dia em que vieram a público informações sobre depoimento prestado pelo executivo ao Ministério Público Federal (MPF).

Uma reportagem do UOL revelou que Amadeo relatou, em delação premiada, ter autorizado o pagamento de propina a políticos para assegurar contratos de concessão da Aegea, líder em saneamento no Brasil, companhia que presidiu entre 2011 e 2020.

O depoimento foi prestado no contexto do acordo de leniência firmado pela Aegea em abril de 2021.

Por volta das 11h20 (horário de Brasília), as ações da companhia mineira de saneamento recuavam 1,65% na bolsa de valores (B3), negociadas a R$ 55,53. Acompanhe o tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Copasa passa por fase delicada

A renúncia acontece em um momento sensível para a Copasa, empresa de saneamento em Minas Gerais, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na bolsa.

Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que o processo de sucessão para a presidência do conselho “seguirá rigorosamente os ritos estabelecidos no estatuto social e nas normas de governança vigentes, garantindo a estabilidade e a continuidade da gestão”.

Procurada, a empresa declarou que “reitera que os fatos reportados pela imprensa referem-se estritamente à trajetória profissional anterior do executivo, sem qualquer vínculo com sua atuação na Copasa ou com a integridade das operações desta instituição”. Já Hamilton Amadeo não se manifestou.

Em nota, a Aegea informou que “o acordo trata de fatos anteriores a 2018, apurados por investigações internas e independentes, cujos resultados foram voluntariamente compartilhados com o MPF. Seus termos estão sob sigilo legal. Os impactos financeiros já estavam refletidos nas demonstrações financeiras desde 2021, ano em que foi retirada a ressalva dos auditores relacionada às investigações”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa acrescentou que “o acordo não gera efeitos para a companhia ou suas concessionárias”.

Crise na Aegea amplia pressão

A Aegea Saneamento, por sua vez, também enfrenta um momento delicado. No início deste mês, a companhia divulgou fato relevante informando que, em 2021, atuou como interveniente-garantidora em um acordo de R$ 439 milhões firmado pela antiga controlada Montese Engenharia e Comércio com o Ministério Público Federal.

Segundo a companhia, o acordo trata de circunstâncias anteriores a 2018, identificadas em investigações internas e independentes e compartilhadas voluntariamente com o MPF.

A empresa afirmou que, desde a assinatura até o recente vazamento das informações, os termos permaneceram sob sigilo, conforme previsto contratualmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, a Aegea declarou que “o acordo não produz efeitos sobre a companhia e as suas concessionárias, que têm sólida estrutura de capital e capacidade de honrar as suas dívidas e continuar com os seus planos de investimento”.

A empresa acrescentou que, independentemente do sigilo, os reflexos patrimoniais e contábeis do entendimento com o MPF já estavam incorporados às demonstrações financeiras desde 2021.

De acordo com a companhia, o acordo não implica vencimento antecipado de dívidas, nem rescisão de contratos com concessionárias, tampouco impede a celebração de novos contratos com entes públicos.

*Com informações do UOL e Valor Econômico

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar