Giro do Mercado

Copom em dúvida? Volatilidade da inflação pressiona cenário para os juros em junho, aponta especialista da GT Capital

29 maio 2026, 15:32 - atualizado em 29 maio 2026, 15:32

A volatilidade muito alta da inflação pode dificultar a decisão do Banco Central sobre os juros na próxima reunião do Copom, afirmou Caio de Castro, especialista em investimentos da GT Capital, na edição de fechamento de mês do Giro do Mercado, nesta sexta-feira (29).

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Após a prévia da inflação (IPCA-15) de maio ter sido anunciada fora do teto da meta nesta semana, o especialista avalia a comunicação do Banco Central como “isenta, em uma tentativa de não se comprometer”.

Castro aponta que existe a possibilidade de um corte de 0,25 ou 0,5 pontos percentuais até o final do ano. “Esse ainda seria um corte conservador, porque a expectativa era de uma queda muito maior”.

Outra questão que segue no radar do mercado para junho é o avanço da corrida eleitoral, com a divulgação, hoje, da pesquisa PoderData/Aya. Segundo o levantamento, Lula aponta 44% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro possui 42% do eleitorado.

Para Castro, o cenário segue imprevisível até mesmo em relação aos candidatos na concorrência para presidente. “Tivemos pesquisas pesquisa testando até o Haddad como presidente também e o próprio Lula também tentou trazer o Haddad mais para o debate político nacional e não só de São Paulo, especificamente”, explicou.

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Ele ainda comentou o impacto dos áudios vazados de Flávio Bolsonaro, que associam a figura do senador à Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Esse foi um fator determinante para a redução nas intenções de voto do Flávio, mas ao mesmo tempo, acredito que o candidato saiu um pouco dos holofotes e talvez essa tenha sido uma estratégia, retornando a público com o encontro com Trump”.

Ontem (28), Trump indicou a classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Na prática, a medida permite o bloqueio de ativos vinculados às facções sob jurisdição dos EUA, e amplia restrições financeiras, migratórias e comerciais contra pessoas ou empresas acusadas de manter relações com os grupos. A classificação passa a valer oficialmente a partir de 5 de junho.

Para o Ibovespa, maio pode ter tido a pior queda do índice desde 2023. Entre as empresas, o setor de commodities foi o destaque positivo, impulsionado pelo minério de ferro, de acordo com Castro

Em junho, a aposta do especialista são as “ações esquecidas”, principalmente as small caps. Ele explica que “a taxa de juros, está impactando o fluxo para esse tipo de empresa. Então o varejo, pode ser, dentro dos setores, o melhor, o mais conservador e o mais assertivo no médio e longo prazo”.

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A expectativa é de que a volatilidade do Ibovespa siga no mês que vem, “principalmente pela continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz até o momento”, justificou Castro. “É importante estar posicionado em empresas e em ETFs. Para aquele investidor que gosta de renda fixa, talvez seja o momento de fazer o aporte”.

O Giro do Mercado entra ao vivo de segunda à sexta, ao 12h, no canal do YouTube do Money Times, para comentar os principais destaques no radar do mercado.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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