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Coronavírus: 40% das empresas brasileiras aguentam, no máximo, 30 dias

27 mar 2020, 15:14 - atualizado em 27 mar 2020, 21:31
Shopping center Center 3, na Avenida Paulista, fechado pela quarentena do coronavírus
Corda no pescoço: micro e pequenas empresas são as mais pressionadas pela falta de caixa (Imagem: Money Times/Márcio Juliboni)

No mesmo dia em que o governo federal anuncia R$ 40 bilhões para financiar a folha de pagamento das empresas, em meio à paralisação causada pelo coronavírus, a XP Investimentos dá uma medida da crise. Segundo levantamento da gestora, 40% das companhias têm caixa para aguentar, no máximo, 30 dias.

A pesquisa mostra que 19% das empresas suportariam uma suspensão das atividades entre 0 e 15 dias, antes de apresentarem problemas no caixa. Outras 21% aguentariam de 16 a 30 dias. Mais 21%, de 31 a 60 dias.

Como era de se esperar, quanto menor a empresa, mais frágil encontra-se seu caixa, diante da pandemia de coronavírus. No segmento de micro e pequenos negócios, 41% resistiriam até 30 dias. Entre os de médio porte, 37% está nessa situação, ante 22% das grandes empresas.

A sondagem também revela que as empresas estão muito mais preocupadas com a pandemia, do que no início do mês. Em 03 de março, 11% delas não esperava nenhum impacto sobre os negócios, 29% previam um impacto muito pequeno, e 39%, pequeno.

Já em 26 de março, apenas 0,8% não acreditavam em impactos sobre os negócios, ante 32% que esperavam um impacto muito grande, e 45%, um impacto grande.

Segundo a XP, 77% das micro e pequenas empresas aguardam impactos grandes ou muito grandes da pandemia. No segmento de médias empresas, o percentual é idêntico. Entre as grandes, 78% deram a mesma resposta.

A sondagem foi realizada entre 26 e 27 de março, com 392 empresas de todos os portes, via internet.

Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
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