Cosan (CSAN3) nega ‘engajamento’ para venda de participação na Rumo (RAIL3); entenda
A Cosan (CSAN3) afirmou que não existe, até o momento, engajamento para a venda de sua participação na Rumo (RAIL3), e negou a existência de negociação com potencial interessado específico na operação.
Em comunicado enviado ao mercado após notícias de uma potencial venda da participação de 20,33% que detém na Rumo, a holding de Rubens Ometto destacou que sua prioridade estratégica no momento está voltada para desalavancagem e simplificação.
Para isso, a companhia afirmou que está avaliando iniciativas que podem incluir, entre outras medidas, a venda de participação em suas investidas, mas nada neste sentido está definido em relação à empresa de logística ferroviária.
O comunicado ocorre após entrar no radar do mercado negociações da Ultrapar (UGPA3) junto com o fundo de infraestrutura Perfin para a compra de cerca de 30% da Rumo. Ambas as companhias comprariam participações da Cosan.
Em teleconferência referente aos resultados do quarto trimestre de 2025, o CEO da Cosan, Marcelo Martins já havia afirmado estar “incorreta” a informação. Mais adiante, a companhia poderia considerar venda de alguma participação na Rumo, mas isso depende do momento adequado e da estrutura do negócio, acrescentou ele.
Ainda de acordo com o executivo, nenhum acionista da Cosan pressiona a administração para fazer acordos de venda de ativos a qualquer preço.
Cosan nos holofotes
A Cosan encerrou o quarto trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões, queda de 38% na comparação com igual período de 2024 quando havia apresentado resultado negativo de R$ 9,3 bilhões.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado sob gestão – considerando a Raízen (RAIZ4) – apresentou queda de 3% na comparação anual, totalizando R$ 7,8 bilhões.
No período, a dívida líquida expandida do corporativo somou R$ 9,76 bilhões, queda de 58% na comparação anual e de 46% na comparação com o 3T25.
Na terça-feira (10), a companhia esteve nos holofotes do mercado com a reação positiva das ações ao balanço, no entanto, hoje o motivo de atenção é o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell.
A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões. O pedido foi protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo na noite de terça-feira (10).
A medida permite que a empresa renegocie parte de suas obrigações diretamente com credores, fora da Justiça, em busca de mais prazo ou melhores condições de pagamento, evitando riscos mais graves, como a falência.
*Com informações da Reuters