CPI: Inflação dos EUA acumula alta anual de 2,4% em fevereiro, acima da meta do Fed
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos (EUA) subiu 0,3% no mês de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (11).
A inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 2,4%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).
O resultado do CPI no último mês do ano veio em linha com o esperado pelo mercado financeiro.
A mediana das expectativas era de uma alta de 0,3% no segundo mês do ano, depois de ter subido 0,2% em janeiro, segundo pesquisa da Reuters com economistas.
Nos 12 meses até fevereiro, a estimativa era de avanço de 2,4% dos preços ao consumidor, igualando o resultado de janeiro e refletindo o fato de que as altas leituras do ano passado foram excluídas do cálculo.
A habitação avançou 0,2% em fevereiro e foi o principal fator de pressão sobre o índice. A alimentação subiu 0,4%, tanto em casa quanto fora do domicílio, enquanto a energia registrou alta de 0,6%.
Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2% na comparação mensal. Em 12 meses a alta foi de 2,5%
Em janeiro, a inflação subiu 0,2% no mês e foi a 2,7% em um ano, enquanto o núcleo avançou 0,2% e 2,6% respectivamente.
Inflação, política monetária e o conflito no Oriente Médio
O mercado acompanha de perto o CPI para calibrar as apostas de corte de juros no país, apesar desse não ser o índice inflacionário favorito do Fed.
A visão geral é de que o banco central norte-americano entrou em um estágio de espera após dados resilientes da economia dos EUA. Além disso, o prolongamento da guerra no Oriente Médio também entra no radar dos dirigentes do Fed com o possível impacto do aumento do preço do petróleo.
Antes da divulgação do CPI, a ferramenta CME FedWatch indicava que os juros dos EUA devem ser mantidos no patamar atual de 3,50%- 3,75% na reunião de março, com 99,4% das apostas. Para as próximas três reuniões, a manutenção da taxa também aparece como o cenário mais provável.