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Crédito rural empresarial soma R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026

10 abr 2026, 14:39 - atualizado em 10 abr 2026, 14:40
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(iStock.com/fotokostic)

O crédito rural empresarial segue em trajetória de expansão na safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e março de 2026, o volume de recursos contratados alcançou R$ 404 bilhões, crescimento de 10% em relação aos R$ 368 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior.

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Os dados fazem parte do Boletim do Crédito Rural, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário (DEFIN), da Secretaria de Política Agrícola, com base em informações do SICOR/Banco Central.

Já os recursos efetivamente concedidos — ou seja, aqueles que chegaram ao caixa do produtor — somaram R$ 387 bilhões, avanço de 5% na comparação anual.

Um dos principais destaques do período foi a forte expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR), que cresceram 38%, atingindo R$ 183,1 bilhões. Considerando que o instrumento é majoritariamente voltado ao custeio, a soma com o crédito tradicional para essa finalidade eleva o total de recursos destinados ao custeio para R$ 303,1 bilhões — alta de 13% frente à safra 2024/2025.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, o desempenho reforça a resiliência do sistema de financiamento agropecuário, mesmo em um ambiente de maior seletividade por parte de produtores e instituições financeiras.

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Industrialização avança, enquanto custeio e investimento recuam

A análise por finalidade revela um cenário heterogêneo. A industrialização foi o destaque positivo, com crescimento de 74% nas contratações, totalizando R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, que chegaram a R$ 26,4 bilhões — refletindo maior demanda por processamento agroindustrial.

Por outro lado, as linhas mais tradicionais registraram retração. O crédito de custeio caiu 11% nas contratações (R$ 120 bilhões) e 15% nas concessões (R$ 114,3 bilhões). Já o investimento recuou 16% nas contratações (R$ 45,5 bilhões) e 30% nas concessões (R$ 37,6 bilhões). A comercialização também apresentou queda, com retração de 10% nas contratações e de 16% nas concessões.

De acordo com o boletim, a redução no crédito de investimento reflete a cautela dos produtores diante do atual patamar de juros, ainda elevado, apesar da expectativa de queda da Selic ao longo de 2026.

Entre os programas, o Prodecoop foi o único a avançar, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. No total, o número de contratos firmados caiu 24%, passando de 534,3 mil para 408,3 mil operações.

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Na distribuição regional, a região Sul segue na liderança em número de operações, enquanto o Sudeste concentra os maiores volumes financeiros.

Fontes de recursos: Destaque para a LCA

As fontes controladas de crédito rural somaram R$ 106,5 bilhões em concessões, com queda de 7%. Entre elas, os Recursos Obrigatórios cresceram 19%, alcançando R$ 42,8 bilhões.

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada chamou atenção ao avançar 3.564%, atingindo R$ 26,9 bilhões. Já a Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões, enquanto os Fundos Constitucionais chegaram a R$ 14,5 bilhões.

Nas fontes não controladas, o volume totalizou R$ 97,3 bilhões, com destaque para a LCA (R$ 47,8 bilhões) e a Poupança Rural Livre, que cresceu 39%, somando R$ 44,4 bilhões. O BNDES Livre, por sua vez, recuou 11%, para R$ 4,4 bilhões.

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Execução do Plano Safra ainda tem espaço

Até março de 2026, 38% dos recursos equalizáveis do Plano Safra 2025/2026 haviam sido efetivamente concedidos. Do total programado de R$ 113,4 bilhões, foram liberados R$ 43,4 bilhões, indicando que ainda há 62% disponíveis para contratação.

No custeio, foram executados 39% dos recursos previstos; no investimento, 37%; e na comercialização, 36%.

O Banco do Brasil lidera a execução, seguido por cooperativas financeiras como Sicoob e Cresol, que apresentam níveis relevantes de execução, especialmente nas linhas de custeio.

Além disso, há R$ 21,7 bilhões já contratados, mas ainda não liberados aos produtores.

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Perspectiva: crescimento com maior seletividade

O boletim indica que, apesar do avanço no volume total de crédito, o setor vive um momento de maior cautela, especialmente nas linhas de investimento e custeio tradicional.

Por outro lado, o forte crescimento da CPR e da industrialização sinaliza mudanças na dinâmica de financiamento do agro. Com mais da metade dos recursos equalizáveis ainda disponíveis, a expectativa é de aceleração das contratações ao longo dos próximos meses, à medida que o cenário de juros evolua.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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